
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (23/9) em queda de 0,86%, aos 185.814,09 pontos, pressionado pela alta do petróleo e por dados mais fortes da economia dos Estados Unidos. O resultado está em linha com Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,68%, o S&P 500 recuou 0,75% e o Nasdaq perdeu 1,13%.
O PMI composto dos Estados Unidos, indicador que reúne o desempenho dos setores de serviços e indústria, subiu de 56 em agosto para 58,4 em setembro, maior nível em 62 meses e acima da expectativa de 56,1. O resultado reforçou a percepção de que os juros americanos podem permanecer elevados por mais tempo.
O petróleo também pressionou os mercados após a redução das expectativas de um acordo de curto prazo entre Estados Unidos e Irã. O Brent avançou 2,84%, para US$ 98,12 por barril, e chegou a superar US$ 100 durante a sessão.
No Brasil, as eleições de 2026 permaneceram no radar. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno.
A combinação das situações fez Petrobras ON subir 2,61% e Petrobras PN avançar 2,59%, acompanhando a valorização do petróleo. Vale caiu 1,85%, apesar da leve alta de 0,07% do minério de ferro. Os bancos fecharam em queda, Banco do Brasil perdeu 2,21%, Bradesco caiu 2,17%, Itaú recuou 1,88%, Santander cedeu 0,98% e BTG Pactual teve baixa de 0,47%.
O Ibovespa oscilou entre 185.676,38 e 188.772,33 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 29,1 bilhões.
Câmbio – O dólar subiu 1,28%, fechando a R$ 5,17, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior, a alta dos rendimentos dos Treasuries e o aumento da aversão ao risco.
O DXY, índice que mede o dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,50% no fim da tarde, aos 101,100 pontos. O indicador chegou a 101,231 pontos, maior nível desde o fim de julho.
Apesar da alta desta sessão, o dólar ainda acumula queda de 0,23% em setembro e de 5,84% no ano.