Ibovespa avança 1,6% com alívio externo; dólar cai

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (25/3) em alta de 1,6%, aos 185.424,28 pontos, refletindo a redução da percepção de risco global diante das expectativas de um possível cessar-fogo no conflito no Oriente Médio. O movimento esteve em linha com as bolsas internacionais, que também avançaram com o alívio parcial no cenário geopolítico. O Dow Jones subiu 0,66%, o S&P 500 teve alta 0,54% e o Nasdaq cresceu 0,77%.
O avanço dos mercados ocorreu apesar de um ambiente ainda incerto. Sinais contraditórios marcaram o noticiário ao longo do dia: de um lado, expectativas de negociação entre Estados Unidos e Irã; de outro, declarações mais duras de autoridades, incluindo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicando possível intensificação militar. Nos EUA, pesquisas mostraram crescente preocupação doméstica com os custos do conflito, especialmente via preços de combustíveis.
Entre as blue chips brasileirs, os papéis da Petrobras avançaram mesmo com a queda do petróleo no exterior, com a ON subindo 0,56% e a PN 0,49%. A Vale teve alta de 1,86%. No setor financeiro, destaque para o Bradesco (ON +2,39%) e para o Santander Brasil (Unit +0,50%), contribuindo para a sustentação do índice.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,67%, fechando a R$ 5,22, em um movimento também influenciado pela situação do cenário externo, com a perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio. A queda da moeda ocorreu mesmo com o avanço do dólar no exterior, indicando fluxo positivo para ativos brasileiros.
O real teve o melhor desempenho entre as moedas mais líquidas, beneficiado por entrada de capital estrangeiro na bolsa e ajustes técnicos no mercado futuro. Também contribuiu a redução da pressão no cupom cambial após atuação recente do Banco Central. Em relatório, o Barclays projeta o câmbio em R$ 5,30 ao fim do ano, destacando o diferencial de juros reais como fator de suporte à moeda brasileira.