O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,52% e fechou aos 184.691,05 pontos nesta quarta-feira (28/1), renovando tanto o recorde de fechamento quanto o intradiário, que atingiu 185.064,76 pontos ao longo do pregão. A valorização esteve em linha com o desempenho positivo das bolsas internacionais e foi impulsionada pela rotação global de investimentos para mercados emergentes, como o Brasil, mesmo após a manutenção dos juros nos Estados Unidos.
Segundo analistas, o apetite por risco em mercados emergentes ganhou força apesar da decisão do Federal Reserve (Fed) de manter a taxa básica de juros, movimento que reforçou a atratividade relativa dos ativos brasileiros. No cenário doméstico, investidores também ajustaram posições à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), anunciada após o fechamento do mercado, que manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta reunião consecutiva, no maior nível desde 2006.
Nas últimas semanas, o movimento de alta da Bolsa se intensificou. Há duas semanas, o Ibovespa superou pela primeira vez a marca dos 165 mil pontos, recorde anterior registrado em dezembro. Desde então, o índice renovou máximas em oito das últimas 11 sessões e acumula valorização de 11,83%, equivalente a cerca de 19,5 mil pontos.
No mercado de câmbio, o dólar fechou cotado a R$ 5,20 nesta quarta-feira (28/1), praticamente estável, em um pregão marcado por realização pontual de lucros após a recente valorização do real frente à moeda norte-americana. Ao longo da tarde, a divisa chegou a operar em leve alta, atingindo a máxima de R$ 5,2249 após o Federal Reserve confirmar a manutenção da taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%.
No exterior, o dólar perdeu força. Após alcançar 96,787 pontos, o índice DXY — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — recuava para a região de 96,400 pontos no fim da tarde, enquanto a moeda também reduzia ganhos frente a moedas emergentes e de países exportadores de commodities.