Com aversão a risco e realização de lucros, Ibovespa cai 1,02%

Ibovespa Queda

Após renovar recordes e se aproximar dos 190 mil pontos na véspera, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (12) em queda de 1,02%, aos 187.766,42 pontos, refletindo uma realização de lucros e o aumento da aversão a risco no exterior. O movimento esteve em linha com as bolsas internacionais, especialmente em Nova York, onde o recuo das ações de tecnologia pressionou os principais índices.

O pregão foi marcado por um ambiente externo mais cauteloso, com investidores reduzindo exposição a ativos de risco e migrando para posições mais defensivas. A queda de quase 3% no preço do petróleo no mercado internacional também pesou sobre o índice, após a Agência Internacional de Energia revisar para baixo a projeção de consumo global da commodity em 2026. No cenário doméstico, os dados do setor de serviços mostraram retração de 0,4% em dezembro, sinalizando possível desaceleração da atividade, embora o segmento tenha fechado 2025 com alta acumulada de 2,8%.

Entre as blue-chips, a queda do petróleo afetou diretamente a Petrobras, com as ações ON recuando 3,09% e as PN caindo 2,55%. A Vale também fechou em baixa de 0,95%, em meio à expectativa pela divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025. No setor financeiro, Itaú PN perdeu 2,29%, Bradesco PN cedeu 1,44% e Santander Unit chegou a recuar 4,88% na mínima do dia. Na contramão, Banco do Brasil ON subiu 4,50%, após divulgar resultados trimestrais acima das previsões, ainda que com números pressionados.

Nas bolsas de Nova York, o tom negativo predominou: o Dow Jones caiu 1,34%, o S&P 500 recuou 1,57% e o Nasdaq perdeu 2,04%, refletindo preocupações com o setor de tecnologia e movimentos de rotação para ativos mais defensivos.

No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,25% no dia, fechando a R$ 5,20, em um ambiente também influenciado pela maior cautela global e pela busca por proteção. Ao longo da sessão, a moeda chegou a tocar R$ 5,15, mas ganhou força com o avanço dos rendimentos dos Treasuries e o enfraquecimento das bolsas americanas, em linha com o movimento de redução de risco observado nos mercados internacionais.