O segmento de carteiras administradas registrou saída líquida de R$ 7,14 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Os resgates se concentraram principalmente entre os investidores profissionais (com mais de R$ 10 milhões investidos) e qualificados (mais de R$ 1 milhão investidos), com resgates líquidos de R$ 5,7 bilhões e R$ 2 bilhões no período, respectivamente.
Na contramão, os investidores gerais foram responsáveis por entradas líquidas de R$ 640,8 milhões. O resultado é o segundo melhor desde o início da série histórica da Anbima, em 2022, ficando atrás apenas do primeiro semestre de 2024, quando os aportes líquidos feitos por estes investidores somaram R$ 1,2 bilhão.
Apesar da queda no semestre, no acumulado de 12 meses o saldo é positivo, passando de R$ 1,32 trilhão em junho de 2025 para R$ 1,45 trilhão ao final do primeiro semestre de 2026, um crescimento de 10%. “Os dados mostram que as carteiras administradas continuam conquistando espaço entre os investidores em geral, refletindo o avanço da oferta de soluções cada vez mais acessíveis a esse público”, afirma Soraia Barros, gerente-executiva de Fundos da Anbima.
Também houve avanço no número de carteiras administradas, que passou de 100 mil em junho do ano passado para 124 mil no mesmo mês deste ano, uma alta de 24%. Já o número de gestores passou de 297 para 323 na mesma comparação.
As carteiras administradas customizadas, que selecionam ativos de forma personalizada conforme o perfil e os objetivos do cliente, concentram R$ 1,29 trilhão do volume, ante R$ 1,18 trilhão no mesmo período de 2025. Já as padronizadas, que seguem um modelo padrão para cada perfil de risco, encerraram o semestre com R$ 156 bilhões, também acima dos R$ 135 bilhões registrados no ano anterior.