Setor de fundos tem captação líquida de R$ 251,7 bi até setembro

A indústria de fundos de investimento encerrou os nove primeiros meses de 2026 com captação líquida de R$ 251,7 bilhões, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Os resultados foram impulsionados principalmente pela renda fixa, que teve entrada líquida de R$ 136,1 bilhões no período, seguida pelos FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) e ETFs (fundos de índice), com entradas de R$ 56 bilhões e R$ 42,5 bilhões, respectivamente.

Também contribuíram para o resultado positivo os FIPs (Fundos de Investimento em Participações), com captação líquida de R$ 39,1 bilhões, os Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Produtivas Agroindustriais), com entradas de R$ 9,9 bilhões, e os fundos cambiais, com R$ 810,6 milhões.

Já os fundos de previdência e os fundos de ações registraram resgates líquidos de R$ 12,4 bilhões e R$ 10,9 bilhões, respectivamente, enquanto os multimercados tiveram saques líquidos de R$ 9,3 bilhões.

Rentabilidades – Entre os fundos de renda fixa, os de duração alta soberano, que investem exclusivamente em títulos públicos federais, registraram o melhor desempenho no acumulado do ano até setembro, com retorno de 10,5%.

Na categoria de ações, o destaque ficou com os fundos monoação, que concentram investimentos em uma única companhia e acumularam ganhos de 28,02% no período.

Já entre os multimercados, a melhor performance foi alcançada pelos fundos do tipo juros e moedas, com rentabilidade de 10,25%.