Patrimônio sob administração cai 1,9% no 1º semestre, diz Anbima

O volume de investimentos administrados por gestores de patrimônio somou R$ 533,3 bilhões no 1º semestre de 2026, uma queda de 1,9% em relação ao semestre anterior, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Do total, cerca de 44% são ativos de renda fixa (títulos públicos e privados, fundos de renda fixa, FIDCs e poupança), 35% são ativos de renda variável (ações, cotas de fundos de ações, clubes de investimento, FIPs e cotas de fundos cambiais), 17% são produtos híbridos (fundos multimercados, fundos imobiliários e ETFs) e 3,5% são fundos previdenciários.

Os ativos de renda fixa alcançaram R$ 234,4 bilhões, recuo de 8,4% na comparação com o semestre anterior. Os títulos isentos (CRAs, CRIs, LCAs, LCIs, LIGs e debêntures incentivadas) somaram R$ 60 bilhões, alta de 0,8% sobre o semestre anterior, enquanto os fundos de renda fixa somaram R$ 57,1 bilhões, retração de 22,9%. Já os títulos públicos subiram 1%, para R$ 40,2 bilhões, e os CDBs avançaram 2,9%, para R$ 14 bilhões.

A renda variável somava R$ 185,5 bilhões ao final do semestre, avanço de 9,1% em relação ao período anterior. Os fundos de ações representavam R$ 85,9 bilhões, alta de 9,1% no semestre, enquanto o montante aplicado diretamente em ações subiu 2,5%, para R$ 68,4 bilhões.

Os produtos híbridos somaram R$ 91,2 bilhões, queda de 1,3% na comparação. Os multimercados representavam R$ 61,6 bilhões, ligeiro recuo de 0,3%, os FIIs caíram 2,5%, para R$ 23,7 bilhões, e os ETFs recuaram 8,5%, para R$ 5,4 bilhões. A previdência, por sua vez, somava R$ 18 bilhões, crescimento de 3,4% em relação ao semestre anterior.

Do ponto de vista regional, o Sudeste concentra a maior parte do patrimônio, com R$ 407,5 bilhões, queda de 3,5% em relação a dezembro de 2025. O Nordeste avançou 9,4%, para R$ 60,5 bilhões. O Sul recuou 1,2%, para R$ 55,9 bilhões. O Centro-Oeste caiu 8,1%, para R$ 5,7 bilhões, e o Norte cresceu 19,4%, para R$ 3,7 bilhões.

O semestre também registrou um deslocamento entre os instrumentos de investimento. O número de carteiras administradas cresceu 13,5%, para 38.537, enquanto a quantidade de fundos de investimento caiu 18,7%, para 2.552. O total de clientes atendidos por gestores de patrimônio subiu 9,4%, para 40.043, e o de grupos econômicos avançou 9,7%, para 34.848.