A indústria de fundos fechou maio com captação líquida de R$ 10,3 bilhões, após registrar saldo negativo de R$ 5 bilhões no mês anterior. No acumulado do ano, a captação líquida da indústria soma R$ 188,2 bilhões, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
O resultado de maio foi puxado pela renda fixa, que respondeu por entradas líquidas de R$ 10,4 bilhões. Dentro dessa classe, o principal impulso veio dos fundos de duração baixa soberano, que investem integralmente em títulos públicos, com captação líquida de R$ 22,9 bilhões. Na ponta contrária, a maior saída ocorreu nos fundos de duração livre crédito livre, que podem manter mais de 20% da carteira em títulos de médio e alto risco de crédito no Brasil ou no exterior, com resgates líquidos de R$ 6 bilhões — uma desaceleração em relação aos R$ 12,7 bilhões observados no mês anterior.
Também contribuíram para o desempenho positivo da indústria os ETFs, cuja captação líquida ficou atrás apenas da renda fixa, com entradas de R$ 3,5 bilhões. No acumulado do ano, a classe já soma captação líquida de R$ 25,8 bilhões, montante bastante superior aos R$ 3,8 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Outros destaques do mês foram os FIDCs, os FIPs e os Fiagros, que registraram captação líquida positiva de, respectivamente, R$ 2,5 bilhões, R$ 2,2 bilhões e R$ 97,8 milhões. No acumulado do ano, os FIPs lideram entre essas classes, com entradas líquidas de R$ 24,4 bilhões, acima dos R$ 21,5 bilhões registrados pelos FIDCs e dos R$ 4,4 bilhões alcançados pelos Fiagros.
Na ponta negativa, aparecem os fundos multimercados, de ações e de previdência. Os multimercados lideraram as saídas líquidas em maio, com resgates de R$ 6,4 bilhões — o quarto mês consecutivo de captação negativa para essa classe. Ainda assim, no acumulado do ano, o saldo permanece positivo em R$ 1,4 bilhão. Os fundos de ações, por sua vez, registraram saídas líquidas de R$ 149 milhões no mês, elevando os resgates acumulados no ano para R$ 5,6 bilhões. Já os fundos de previdência tiveram retiradas de R$ 2 bilhões em maio, acumulando captação líquida negativa de R$ 4,7 bilhões em 2026.
Rentabilidade — Na renda fixa, todos os tipos de fundos tiveram retorno positivo em maio. O destaque ficou com os fundos de dívida externa, que investem no mínimo 80% do patrimônio em títulos da dívida externa da União, com rentabilidade de 1,7%.
Entre os multimercados, a liderança foi dos fundos de capital protegido, que registraram retorno de 2,3%.
Já nos fundos de ações, todos os tipos apresentaram resultado negativo. Os que menos sofreram foram os fundos de investimento no exterior, com perda de 1,5%.