Fundos tiveram captação líquida de R$ 159 bi no primeiro tri

A indústria de fundos registrou captação líquida de R$ 159,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado que corresponde à diferença entre aplicações e resgates no período. No mesmo intervalo de 2025, a captação líquida havia sido de R$ 8,3 bilhões.

O desempenho de 2026 foi puxado principalmente pelos fundos de renda fixa. A categoria somou captação líquida de R$ 130,3 bilhões no primeiro trimestre, mais que o dobro do registrado em igual período do ano passado, de R$ 58,3 bilhões. Dentro desse grupo, os fundos de duração baixa crédito livre responderam por R$ 61,8 bilhões do total, seguidos pelos ETFs, com R$ 17,8 bilhões.

Os multimercados também encerraram o trimestre no campo positivo, com captação líquida de R$ 11,2 bilhões. Foi a primeira vez, desde 2022, que essa classe registrou saldo positivo no período. Entre janeiro e março de 2025, os multimercados haviam apresentado resgates líquidos de R$ 30,1 bilhões.

Os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) e os Fiagros também tiveram desempenho positivo, com captação líquida de R$ 6,4 bilhões e R$ 2,4 bilhões no trimestre, respectivamente.

Já os fundos de ações seguiram em terreno negativo. No acumulado do primeiro trimestre, os resgates líquidos somaram R$ 6,4 bilhões, cifra bem inferior aos R$ 34,2 bilhões registrados entre janeiro e março do ano passado. O resultado foi puxado principalmente pelos fundos de ações livres, que não seguem uma estratégia específica e responderam por R$ 5,5 bilhões das saídas no período.

Também fecharam o trimestre com resgates líquidos os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), os fundos de previdência e os cambiais, com saídas de R$ 2,3 bilhões, R$ 309 milhões e R$ 80 milhões, respectivamente.