
Os recursos alocados pelos investidores brasileiros em ETFs de renda fixa atingiram R$ 60,8 bilhões em junho de 2026, superando os R$ 55,8 bilhões aplicados em ETFs de ações. É a primeira vez, segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que o patrimônio líquido dos fundos de índice de renda fixa ultrapassa o dos seus pares de ações.
Na comparação com junho de 2025, o patrimônio dos ETFs de renda fixa mais do que quadruplicou, enquanto o dos fundos de índice de renda variável apenas dobrou.
O interesse pelos ETFs de renda fixa tem impulsionado o crescimento do mercado como um todo. Em junho, a captação líquida dos fundos de índice — resultado dos aportes menos os resgates — somou R$ 5,9 bilhões. Desse total, R$ 5,2 bilhões foram direcionados aos ETFs de renda fixa, o equivalente a 88%.
Um ano antes, em junho de 2025, a captação líquida dos ETFs havia sido de R$ 1,4 bilhão, dos quais 72% haviam sido destinados aos fundos de índice de renda fixa.
No mercado global, o patrimônio dos ETFs alcançou o recorde de US$ 23 trilhões em junho de 2026, segundo a consultoria ETFGI. Foi o 85º mês consecutivo de captação líquida positiva na indústria mundial de fundos de índice.