Crescimento acelerado com multimercados | Em pouco mais de um ano...

Edição 289

 

Com o início de suas operações em dezembro de 2015, mas com o primeiro fundo lançado em abril de 2016, a Adam Capital, que tem como sócio principal Márcio Appel, que esteve de 2008 a 2015 como diretor da Safra Asset Management responsável pela gestão dos fundos do banco, conseguiu um crescimento bastante expressivo no patrimônio de seus fundos. Em pouco mais de um ano, os ativos sob gestão da asset saltaram para R$ 8,2 bilhões.
“Trata-se de uma asset nova, mas com gestores experientes, por isso tivemos esse crescimento acentuado”, afirma André Salgado, sócio fundador da Adam que foi diretor da Safra Corretora de 2010 a 2013, além de acumular passagens por Santander, Itaú e Indosuez. “A captação surpreendeu positivamente. O desempenho do fundo nos ajudou na captação”. A estratégia principal da Adam é um multimercado que “equilibra o portfólio para aguentar o longo prazo chegar”, explica Salgado.
O veículo opera basicamente em três mercados – juros, moedas e bolsa, tanto local como internacionalmente. No mercado externo, o foco é voltado para Estados Unidos, Japão e Europa, e países correlatos com o Brasil, seja por serem produtores de commodities globais, ou emergentes que tenham características próximas com o país de alguma maneira.
Hoje na grade da Adam existem três fundos, sendo que o Macro e o Advanced seguem a mesma filosofia de investimento. A diferença entre eles se dá pelo grau de volatilidade. O Advanced tem liberdade para tomar mais risco e ficar mais alavancado, enquanto o Macro tem uma volatilidade em linha com os multimercados tradicionais da indústria. O Advanced, no entanto, já está fechado para novas captações, após ter alcançado em agosto a marca de R$ 1 bilhão. Hoje o fundo tem PL de R$ 1,4 bilhão, e o crescimento desde o fechamento se deve à performance do fundo. O Macro está com patrimônio de R$ 6,7 bilhões, e será fechado quando chegar nos R$ 9 bilhões, o que Salgado estima que ocorra nos próximos dois meses. Desde seu início, no final de abril de 2016, até meados de janeiro, o Macro rendeu 21,09%, ou 209% do CDI.
O terceiro fundo da Adam é voltado para a previdência aberta. O fundo foi lançado em novembro de 2016 em parceria com a Icatu (ver matéria) com estratégia de um multimercado com volatilidade relativamente alta. Por ainda não ter seis meses, esse veículo ainda não tem lâmina nem histórico de rentabilidade, por isso ainda tem um patrimônio de aproximadamente R$ 70 milhões, que é essencialmente dinheiro dos sócios. “A filosofia é a mesma do Macro, mas adaptado à previdência, então acaba sendo mais limitado”, diz.

Fundações – Embora o volume captado em pouco mais de um ano de vida tenha sido relevante, a parcela de fundos de pensão alocados nos produtos da Adam ainda é pouco representativo, com cerca de R$ 250 milhões. “O processo de decisão do institucional é mais lento, mas acreditamos que o próximo produto que vamos lançar vai atender esse segmento do mercado”, afirma o sócio da gestora.
Quando o Macro for fechado, a asset planeja lançar um outro fundo multimercado de longo prazo, que como diferença em relação ao anterior não terá exposição aos juros locais, mas com uma posição em ações globais no lugar. “A captação relevante com o segmento institucional vai acontecer nesse fundo, que vai se chamar Macro Strategy”, diz Salgado. “Como o prazo de fechamento do Macro ficou muito curto, não deu tempo dos institucionais entrarem nele, mas o produto que vamos lançar vai ter uma correlação bastante grande com os outros da Adam”. A abertura do Strategy deve ocorrer durante o segundo semestre de 2017, prevê o sócio da asset.