Atenções voltadas para Central de Cessão de Crédito

Edição 240 

O mercado de gestores de recursos está com os holofotes voltados para a reorganização da Central de Cessão de Crédito.

Também conhecida como C3, a central funciona como uma câmara de liquidação de crédito, regulada pelo Banco Central. A câmara está chamando a atenção da indústria de assets por dois motivos. O primeiro é que o sistema está relacionado com as novas regras de funcionamento dos FIDCs (fundos de investimentos em direitos creditórios) – em fase de elaboração pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O processo de aprovação de novos FIDCs está travado desde o primeiro trimestre de 2012, quando começaram a se multiplicar problemas sobre tais fundos – exemplo: FIDCs do Cruzeiro do Sul. Gestores como Caixa Econômica, Votorantim Asset Management, BRB DTVM, entre outros, estão com produtos desta modalidade à espera de aprovação. Especialistas dizem que a CVM está retardando o processo de aprovação porque prefere esperar a entrada em vigor de novas regras de custódia para os Fundos de Direitos Creditórios.

O segundo motivo é que a reorganização da C3 está relacionada com as novas regras dos DPGEs (Depósitos à Prazo com Garantia Especial) que também estão em fase de elaboração pelo Banco Central. O mercado espera que as novas regras para estes ativos tragam de volta as emissões de DPGEs que foram declinando desde o início do ano passado. A câmara terá a função de controlar as garantias de tais ativos, que já são chamados de DPGEs 2. A central foi criada em agosto do ano passado com a finalidade de regular o segmento de direitos creditórios. Porém, com a maior incidência de problemas com os FIDCs, a CVM e o Banco Central estão preparando regras mais rígidas para o controle dos ativos creditórios.