O Banco Central decretou nesta quarta-feira (18/2) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, estendendo o regime especial à Pleno DTVM. Segundo a autoridade monetária, a medida foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez”, além de descumprimento de normas e de determinações do próprio BC.
O conglomerado era classificado no segmento S4 da regulação prudencial, de pequeno porte. Até setembro do ano passado, representava cerca de 0,04% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional e 0,05% das captações, aproximadamente R$ 7,6 bilhões e R$ 6,5 bilhões, respectivamente.
O Pleno era o antigo Banco Voiter, que integrava o conglomerado do Banco Master. Em julho de 2025 a instituição foi vendida ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master. A transferência de controle foi aprovada pelo BC com condicionantes relevantes, entre elas aumento de capital e a limitação do crescimento com base na emissão de CDBs, para reduzir a exposição ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Sem poder acessar essa fonte de recursos Lima vinha buscando alternativas de captação, ao mesmo tempo em que precisava honrar CDBs já emitidos e em vencimento. Técnicos do BC, que monitoravam diariamente o caixa da instituição, identificaram deterioração progressiva da liquidez. Recentemente, o banco já não dispunha de recursos suficientes para fazer frente a obrigações de curtíssimo prazo, o que levou à decretação da liquidação.
Com liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis, e o BC informou que continuará apurando responsabilidades, o que pode resultar em sanções administrativas e comunicações a outras autoridades.