Edição 107
A Petros acaba de renovar seu contrato de custódia com o Itaú depois de uma redução da ordem de 20% nas taxas dos serviços, que incluem todo o back office, cálculo do risco e consolidação diária das carteiras. O fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, pioneiro entre os fundos ligados a estatais no fechamento da custódia centralizada, em março do ano passado, pretende também agregar novos serviços ao pacote que acaba de renegociar com o Itaú, um trabalho que já vem sendo desenvolvido desde julho último.
Com o objetivo de obter maior controle também dessas carteiras, a fundação vai segmentar a carteira imobiliária e de empréstimos em cotas, a exemplo do que já é feito com as carteiras de renda fixa e variável. “A segmentação dos ativos facilita a consolidação e controle das carteiras e ajuda a medir a performance dos investimentos”, acredita o analista de investimentos da Petros, Manoel Gonçalves.
Ele adianta que a fundação pretende incluir as carteiras de imóveis e empréstimos segmentadas por cotas no primeiro Demonstrativo Analítico de Investimentos e de Enquadramento das Aplicações (DAIEA), a ser enviado à Secretaria de Previdência Complementar (SPC) no início do ano que vem.
Segundo ele, como a renovação do contrato é feita automaticamente, a fundação ainda não estava com todo o processo de segregação da carteira de imóveis e de empréstimos pronto no momento da renovação. “Mesmo assim, asseguramos previamente a redução de taxas e a inclusão do novo serviço.”
O consultor, que tem acompanhado os serviços de custódia de outras instituições e a queda das taxas no mercado, se diz satisfeito com os serviços prestados e as taxas cobradas pelo Itaú, após a renegociação. “Temos um atendimento on line e personalizado”, festeja.
Ele lembra ainda que os serviços são renegociados constantemente. Inicialmente os relatórios sobre precificação dos ativos eram passadas semanalmente e agora, diariamente.
HSBC vai custodiar R$ 5,8 bilhões da Sistel
Após seis meses de licitação, o terceiro maior fundo de pensão segundo o Top Atuarial, o dos funcionários do Sistema Telebrás (Sistel), com patrimônio atual de R$ 9,5 bilhões, contratou o HSBC como seu custodiante central. O processo de licitação dos bancos, iniciado logo após a entrada em vigor da Resolução 2829, no final de março, demorou mais do que o esperado porque a fundação abriga 56 empresas patrocinadoras e 32 tipos de planos, dos quais 21 não possuíam custodiante.
Segundo o diretor de planejamento e controle da fundação, Wilson Carlos Duarte Delfino, a fundação pretende estar com todo o sistema implantado até meados de dezembro. O total custodiado foi de R$ 5,8 bilhões. Este montante não inclui os planos da Telemar, uma das patrocinadoras, num total de R$ 2,7 bilhões, que já tinha os seus recursos terceirizados e, por isso, está desobrigada de contratar a custódia centralizada.
Além da custódia, a fundação Sistel contratou os serviços de controladoria, que inclui a precificação dos ativos. Já a análise do risco é feita internamente.
Eletros e Aerus fecham contrato com o Citibank
O Citibank acaba de conquistar ativos de R$ 1,8 bilhão para a sua área de custódia. Os fundos de pensão dos empregados do Sistema Eletrobrás (Eletros) e do setor aéreo (Aerus), fecharam em outubro com o Citibank. Em abril deste ano, Eletros e Aerus formaram um grupo de estudo junto com a Valia e a Fapes (Vale do Rio Doce e BNDES), com o objetivo de escolher o custodiante mais capacitado para fazer os serviços de custódia dos seus ativos. Depois de analisar os serviços de cerca de dez instituições financeiras, o grupo de fundações escolheu para a etapa final os Bancos Itaú, Citibank e Unibanco. Segundo o gerente de Orçamento e Controle da Eletros, Ricardo Teotônio, a fundação contratou o Citibank para efetuar também os serviços de controladoria e o cálculo do VaR, obrigatório pela Resolução 2829. Os serviços completos de análise do risco são feitos internamente. Os sistemas de custódia do Citibank já estão em fase de implantação nas duas fundações. O total custodiado da Eletros será de cerca de R$ 800 milhões e o da Aerus somou R$ 1 bilhão. De acordo com o gerente de investimentos da Valia, Maurício Wanderley, e o diretor financeiro da Fapes, Raul Brookman, até, no máximo, em meados de novembro pretendem finalizar o contrato com o banco que vai custodiar seus ativos.