PGE-RJ aciona Master e gestoras por perdas do RioPrevidência

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) entrou com três medidas judiciais para apurar e tentar preservar valores relacionados a investimentos do RioPrevidência em fundos ligados ao conglomerado Master. As perdas estimadas chegam a R$ 641,4 milhões.
As ações envolvem aportes nos fundos Revolution e Texas I FIA. No Revolution, o regime próprio dos servidores fluminenses aplicou R$ 481,4 milhões. Segundo a PGE-RJ, a carteira do fundo é classificada como sigilosa e concentrada em crédito privado, com ativos que pagariam até 180% do CDI, taxa considerada “economicamente anômala” pelos procuradores.
No Texas I FIA, a aplicação inicial de R$ 150 milhões teria caído para R$ 14,8 milhões. A PGE-RJ afirma que o fundo concentrou 96% da carteira em ações da Ambipar, mesmo após questionamentos regulatórios na CVM. Para a procuradoria, a perda estaria ligada a uma compra coordenada dos papéis, que teria inflado artificialmente seu preço.
As medidas judiciais pedem, entre outros pontos, que o Master não impeça o resgate de R$ 481 milhões solicitado pelo RioPrevidência, a indisponibilidade de bens de gestoras e diretores envolvidos e a apresentação de auditoria independente sobre o Texas I FIA. A PGE-RJ também pediu acesso a documentos que tramitam em segredo de Justiça.