O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ingressou com ação civil pública na Justiça na última sexta-feira (10/4) contra o Rioprevidência, poucos dias após notificar a autarquia para prestar esclarecimentos sobre novas operações feitas com recursos do regime próprio dos servidores estaduais.
No início da semana passada, o órgão deu prazo de cinco dias para o instituto fornecer explicações sobre aplicações superiores a R$ 100 milhões realizadas em instituições não credenciadas em dezembro de 2025, nos fundos Linea FIRF LP, R CAP Soberano e R CAP Alocação. Também foram solicitados documentos sobre operações de crédito consignado via CredCesta.
Na ação, o MPRJ aponta um prejuízo potencial de R$ 1,088 bilhão relacionado à compra de títulos do Banco Master e aos novos investimentos do final do ano passado, pedindo em caráter de urgência o bloqueio de bens dos envolvidos, o afastamento do atual presidente do Rioprevidência, Nicholas Cardoso, e a suspensão de contratos ligados ao CredCesta, além de medidas para ressarcimento ao erário.
A ação do MPRJ se soma às investigações já conduzidas pela Polícia Federal sobre investimentos de R$ 970 milhões do Rioprevidência em Letras Financeiras do Banco Master, no âmbito da Operação Barco de Papel.
Em resposta, o Rioprevidência afirma que sua carteira é concentrada em renda fixa e que os recursos de investimentos são segregados dos destinados ao pagamento de benefícios. A autarquia também diz que já vinha implementando recomendações do MPRJ, que enviou os esclarecimentos no prazo e que mantém o compromisso com o pagamento regular dos benefícios.