Edição 224
Com 15 fundos de pensão entre seus clientes, dos quais dois foram conquistados recentemente, a Credit Suisse Asset Management está participando nesse primeiro trimestre de 2011 de três processos de seleção de gestores por fundações. Atualmente, os institucionais representam 30% do total de ativos sob gestão da asset, que estava em R$ 7,8 bilhões em dezembro do ano passado. A ideia é continuar com um foco grande nesse segmento de clientes, buscando não apenas crescer junto aos fundos de pensão, mas também conquistar regimes próprios de previdência social.
Fernando Brandão, responsável pelo canal com investidores institucionais na Credit Suisse Asset Management, conta que ao longo do segundo semestre do ano passado dois fundos de pensão escolheram a asset para gerir parte dos seus recursos. São eles OABPrev-MG (leia mais na página 80) e Previ-Ericsson (leia mais no quadro). “As fundações respondem, de longe, pela maior parte dos recursos de institucionais que gerimos”, afirma Brandão. Ele detalha que a Credit Suisse Asset Management inclui na classificação de clientes institucionais, além dos fundos de pensão, as seguradoras e os institutos de previdência de estados e municípios.
E é exatamente com os regimes próprios que a gestora está fazendo um forte trabalho de prospecção no momento. “Esse é um mercado que exige uma equipe dedicada muito grande, uma vez que dos cerca de 5,5 mil municípios brasileiros aproximadamente 2,1 mil têm regimes próprios.
Para ter condições de cobrir todo esse segmento, contaremos com um distribuidor parceiro”, informa Brandão.
Se do lado comercial a estrutura já foi montada, no aspecto da oferta a Credit Suisse Asset Management também se preparou para atender aos institutos. Até o início de março, a casa terá quatro fundos enquadrados à legislação específica dos RPPS – a Resolução número 3.922 do Conselho Monetário Nacional (CMN). Em fevereiro, a asset já contava com um fundo referenciado DI, um multimercado institucional e um fundo de small caps aderentes à norma. Para o início de março, estava previsto que um fundo de ações long only também entrasse para a lista. Vale lembrar que os produtos não atendem somente às regras de investimento dos institutos de estados e municípios, mas também às referentes às aplicações dos fundos de pensão (CMN 3.792).
Brandão diz estar bastante animado com as perspectivas de crescimento que o sistema de RPPS apresenta para o mercado de gestão de recursos em geral e especificamente para o Credit Suisse. “É um segmento que deve avançar significativamente nos próximos 10 a 15 anos”, estima o executivo.
Previ-Ericsson adere a fundos exclusivos Até novembro do ano passado, a Previ-Ericsson – Sociedade de Previdência Privada não trabalhava com fundos exclusivos. Após uma reestruturação na carteira da entidade, todo o portfólio foi migrado para fundos com essa característica. “Antes da mudança, havia gestores que operavam renda fixa e renda variável, o que não acontece mais. Agora, cada gestor trabalha somente em um dos segmentos”, afirma Bruno Ribeiro, analista financeiro da entidade. Ele acrescenta que a fundação passou a operar com oito fundos de investimento em cotas.
Os gestores responsáveis por renda variável são Goldman Sachs, Shroders e Credit Suisse; já os de renda fixa são Western, BNP Paribas, HSBC e Bradesco Asset Management (Bram). A asset do Bradesco também gere um fundo exclusivo da entidade que investe em cotas de fundos não- institucionais.
“Atualmente, temos 17,3% dos nossos recursos aplicados em Bolsa, o que equivale a um valor proximo de R$ 130 milhões. Esse volume está dividido igualmente entre os três gestores de renda variável”, detalha Ribeiro. Ele acrescenta que 79% dos recursos estão em renda fixa, o que totaliza cerca de R$ 595 milhões. Destes, R$ 390 milhões estão alocados em fundos em R$ 205 milhões em ALM. “O FIC de não-institucionais tem uma posição de aproximadamente R$ 27 milhões, ou 3,6%. Além disso, temos também um pequeno investimento no fundo do Shopping do Largo 13, de R$ 500 mil ou 0,1%”, informa o analista.