
Os planos de previdência privada aberta fecharam abril com saldo líquido positivo de R$ 6,80 bilhões, resultado de captações de R$ 54,31 bilhões e resgates de R$ 47,51 bilhões no mês, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O resultado ficou ligeiramente abaixo do registrado em março, quando o saldo havia sido positivo em R$ 6,98 bilhões, mas veio acompanhado de forte aumento tanto das contribuições quanto dos resgates.
Em relação a março, as captações cresceram R$ 12,11 bilhões, passando de R$ 42,20 bilhões para R$ 54,31 bilhões. Os resgates avançaram em ritmo semelhante, de R$ 35,22 bilhões para R$ 47,51 bilhões, configurando alta de R$ 12,29 bilhões.
No acumulado do ano, a previdência aberta chegou a saldo positivo de R$ 21,90 bilhões, com captações de R$ 139,72 bilhões e resgates de R$ 117,82 bilhões entre janeiro e abril. Em março, o saldo acumulado era de R$ 15,10 bilhões.
O principal motor da indústria continuou sendo o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), que respondeu por R$ 49,08 bilhões em captações em abril, cerca de 90% do total da previdência aberta no mês. O segmento registrou saldo líquido positivo de R$ 7,50 bilhões, abaixo dos R$ 8,33 bilhões de março, em razão do aumento dos resgates, que passaram de R$ 30,52 bilhões para R$ 41,58 bilhões.
No acumulado do ano, o VGBL soma captações de R$ 127,56 bilhões, resgates de R$ 101,72 bilhões e saldo líquido positivo de R$ 25,84 bilhões. O desempenho do segmento mais do que compensou os resultados negativos dos demais produtos, sustentando o saldo positivo da indústria.
A comparação histórica apresentada pela Susep mostra, contudo, que as contribuições acumuladas do VGBL até abril ficaram abaixo das registradas no mesmo período dos dois anos anteriores. O volume de R$ 49,08 bilhões em abril de 2026 compara-se a R$ 54,60 bilhões em abril de 2025 e a R$ 59,15 bilhões em abril de 2024.
O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) manteve desempenho negativo, mas com leve melhora em relação a março. O segmento teve saldo líquido negativo de R$ 880 milhões em abril, ante resultado negativo de R$ 950 milhões no mês anterior. No acumulado do ano, o PGBL registra saldo negativo de R$ 3,86 bilhões.
Já a previdência tradicional reverteu o resultado negativo de março. Depois de saldo negativo de R$ 400 milhões no mês anterior, o segmento fechou abril com saldo positivo de R$ 180 milhões, resultado de captações de R$ 970 milhões e resgates de R$ 790 milhões. No ano, porém, ainda acumula saldo ligeiramente negativo, de R$ 80 milhões.
Com isso, abril manteve a trajetória positiva da previdência aberta em 2026, mas reforçou a dependência do VGBL para a geração de saldo líquido.
