Previdência aberta tem resgate líquido de R$ 300 milhões em junho

Os planos de previdência privada aberta registraram resgate líquido de aproximadamente R$ 300 milhões em junho, resultado de aportes de R$ 11,5 bilhões e saídas de R$ 11,8 bilhões. Com o resultado negativo do mês, a captação líquida acumulada recuou de R$ 6,8 bilhões ao final de maio para R$ 6,4 bilhões em junho.

Segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), os planos receberam R$ 77,4 bilhões em aportes no primeiro semestre, volume 5,6% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, uma redução de R$ 4,6 bilhões. Os resgates somaram R$ 71 bilhões, com queda de 5,9% na mesma comparação. A captação líquida de R$ 6,4 bilhões ficou 1,8% abaixo da verificada no primeiro semestre do ano passado.

Influência do IOF – A queda na captação líquida na comparação com o mesmo período do ano anterior foi influenciada, segundo o presidente da Fenaprevi, Edson Franco, pela incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aportes de maior valor em planos VGBL. A cobrança, iniciada em junho de 2025, foi responsável por uma queda acentuada na captação dessa classe já a partir daquele mês.

“Um ano após a tributação do IOF entrar em vigor, podemos afirmar que a queda na captação bruta, de fato, é muito maior se considerarmos a trajetória de crescimento consistente que o setor havia conquistado e que foi interrompida pela imposição da medida”, afirma Franco.

Segundo ele, a diferença entre a captação bruta projetada antes da instituição do IOF e o volume efetivamente aportado pode chegar a R$ 130 bilhões. “São R$ 50 bilhões que deixaram de ser aportados no ano anterior, mais o montante estimado para 2026, que é de R$ 80 bilhões”, diz.

Segmentação – Os planos VGBL receberam R$ 69,6 bilhões em contribuições no primeiro semestre, queda de 7,2% em relação ao mesmo período de 2025. Os PGBL captaram R$ 6,4 bilhões, equivalentes a 8,3% dos aportes, enquanto os planos tradicionais responderam pelos 1,8% restantes.

Ao final de junho, os planos de previdência aberta administravam R$ 1,9 trilhão, montante 13,1% superior ao registrado um ano antes e equivalente a aproximadamente 14% do PIB brasileiro. O mercado reunia 13,7 milhões de planos pertencentes a 11,2 milhões de pessoas.