Previdência aberta tem captação líquida de R$ 6,2 bi no 1º tri

Levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) mostra que os planos de previdência privada aberta registraram captação líquida de R$ 6,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado de captações totais de R$ 41,3 bilhões e resgates de R$ 35,1 bilhões.

A arrecadação de R$ 41,3 bilhões, no entanto, ficou 8% abaixo da verificada no mesmo período de 2025. Já os resgates, de R$ 35,1 bilhões, recuaram 10,2% na mesma base de comparação.

Em março, o setor administrava mais de R$ 1,8 trilhão em ativos, montante equivalente a cerca de 14% do PIB brasileiro. Em relação ao mesmo mês de 2025, houve crescimento de 13%.

Para Edson Franco, presidente da Fenaprevi, a captação líquida no trimestre decorreu principalmente da redução do volume de resgates no período. Segundo ele, a expectativa para o restante do ano é de retração na arrecadação.

“Isso ocorre em função da cobrança do IOF, que comprovadamente configurou um desincentivo ao comportamento previdente dos brasileiros. Em vez de estimular a poupança para a longevidade, a medida direcionou o dinheiro para o consumo ou para aplicações de curto prazo, lembrando que a previdência privada, especialmente o VGBL, é o principal financiador da Dívida Pública Mobiliária Federal”, afirmou.