Captação líquida da previdência aberta cai para R$ 3,9 bi em 2025

A previdência privada aberta, que inclui os planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e tradicionais, fechou o ano de 2025 com uma captação líquida positiva de R$ 3,9 bilhões, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). O  montante é 93,5% inferior à captação líquida do ano de 2024, que foi de R$ 61,3 bilhões.

A captação líquida é resultado do total captado menos o total resgatado. Em 2025 foram captados R$ 157,1 bilhões e resgatados R$ 153,2 bilhões, enquanto em 2024 as captações somaram R$ 196,6 bilhões (20% a mais que 2025) e os resgates R$ 135,4 bilhões (13,2% a menos que 2025).

Segundo o presidente da entidade, Edson Franco, os resultados de 2025 comprovam o impacto da cobrança do IOF nos planos VGBL. “Houve um claro desincentivo à poupança previdenciária, gerado pela cobrança do IOF nos planos VGBL”, diz ele. “Nos planos VGBL, saímos de uma captação liquida de quase R$ 60 bilhões para pouco mais de R$ 3 bilhões”.

Do total captado pelo setor de previdência aberta em 2025, 88% vieram dos planos VGBL, 10% dos planos PGBL e 2% dos Planos Tradicionais.

O setor de previdência aberta administrava R$ 1,8 trilhão em ativos ao final de 2025, com 13,7 milhões de planos de previdência. Desses, pouco mais de 8,6 milhões são planos do tipo VGBL, 3,2 milhões são de PGBL e quase 2 milhões são Planos Tradicionais.