
Os planos de previdência privada aberta fecharam julho com saldo líquido positivo de R$ 510 milhões, resultado de captações de R$ 14,42 bilhões e resgates de R$ 13,91 bilhões, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O segmento, que inclui os planos VGBL, PGBL e tradicionais, voltou ao campo positivo após registrar saldo negativo de R$ 360 milhões em junho.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o saldo líquido dos planos abertos manteve-se positivo em R$ 7,07 bilhões, com captações de R$ 92,11 bilhões e resgates de R$ 85,04 bilhões (ver tabela abaixo). O resultado acumulado avançou em relação a junho, quando estava positivo em R$ 6,56 bilhões.
A captação de julho foi 25,3% superior à registrada em junho, que havia ficado em R$ 11,51 bilhões. Os resgates também aumentaram, com alta de 17,2%, passando de R$ 11,87 bilhões para R$ 13,91 bilhões. Como o crescimento das entradas superou o das retiradas, o segmento voltou a apresentar captação líquida positiva.
Planos – Em julho, os planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) apresentaram saldo líquido positivo de R$ 970 milhões no mês e de R$ 8,03 bilhões no acumulado do ano. As captações somaram R$ 12,98 bilhões no mês e R$ 82,78 bilhões nos sete primeiros meses, enquanto os resgates alcançaram R$ 12,01 bilhões e R$ 74,75 bilhões, respectivamente.
Os planos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) tiveram saldo líquido positivo de R$ 20 milhões em julho, mas negativo de R$ 810 milhões no acumulado do ano. As captações chegaram a R$ 1,19 bilhão no mês e a R$ 7,62 bilhões no ano, enquanto os resgates somaram R$ 1,17 bilhão e R$ 8,43 bilhões, respectivamente.
Já os planos de previdência tradicional registraram saldo líquido negativo de R$ 480 milhões em julho e de R$ 150 milhões no acumulado do ano. As captações ficaram em R$ 250 milhões no mês e R$ 1,71 bilhão no ano, ante resgates de R$ 730 milhões e R$ 1,86 bilhão, respectivamente.
Fenaprevi – Segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) os aportes nos sete primeiros meses do ano recuaram 8,7% na comparação com o mesmo período de 2025. Descontada a inflação, a queda foi de 12,43%.
No acumulado do ano, o VGBL concentrou aproximadamente 90% dos aportes realizados no período, enquanto o PGBL respondeu por 8,3% e os planos tradicionais, por 1,8%.
Os ativos administrados pelos planos alcançaram R$ 1,9 trilhão em julho, volume 13% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e equivalente a aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
