O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou nesta segunda feira regra que reduz as barreiras para a inclusão de ativos alternativos, como private equity, crédito privado e criptomoedas, em planos do tipo 401(k). Esses planos são o equivalente aos PGBL empresariais brasileiros.
A proposta permitiria aos administradores fiduciários desses planos incluir essas classes de ativos, mais complexos e menos líquidos, nas carteiras de aposentadoria, desde que sigam um processo rigoroso de avaliação. Os fiduciários teriam de “considerar de forma objetiva, minuciosa e analítica” fatores como taxas, liquidez, avaliação e benchmarks de desempenho.
A medida representa um incentivo importante para patrocinadores de planos que historicamente foram cautelosos em adicionar ativos alternativos devido a riscos de litígio. A norma propõe uma espécie de “porto seguro” para proteger os patrocinadores.
Segundo representantes do setor, a proposta pode ajudar a alinhar os planos 401(k) com os fundos de pensão, que já alocam fortemente em alternativos há muito tempo.
A iniciativa segue uma ordem executiva de Donald Trump e está sujeita a um período de 60 dias para discussão pública antes de eventual aprovação.
O anúncio da medida fez subir as ações de gestores de ativos alternativos, incluindo Blackstone Inc e Carlyle Group. A proposta recebeu forte apoio de grandes gestores de ativos e de grupos da indústria, ajudando a impulsionar as ações do setor. Gestores como KKR & Co. Inc e Apollo Global Management Inc. também devem se beneficiar.
O CEO da Apollo, Marc Rowan, afirmou: “A medida é um passo ponderado para enfrentar a crescente crise previdenciária. Cada vez mais os americanos não têm as poupanças e a renda necessárias para uma aposentadoria segura”, acrescentando que a regra proposta pode “melhorar significativamente os resultados de aposentadoria”.