Real Grandeza segrega carteira de assistidos do plano CD

A Fundação Real Grandeza iniciou a segregação do patrimônio dos assistidos do Plano CD que recebem benefícios pela modalidade Renda Financeira, seja por percentual do saldo ou por prazo certo. Com a mudança, esses recursos serão separados do patrimônio dos participantes ativos e passarão a ter uma carteira de investimentos própria, voltada à redução de riscos e da volatilidade, embora mantendo a busca por retornos favoráveis.

A fundação já havia implementado processo semelhante no Plano BD e na parcela de renda vitalícia do Plano CV, com segregação concluída no primeiro trimestre deste ano. A iniciativa resultou na imunização de 100% dessa massa, por meio do casamento entre o fluxo de recebimento das aplicações financeiras e o fluxo de pagamento dos benefícios ao longo do tempo, reduzindo de forma expressiva o risco de déficits para esse grupo.

No novo projeto, já em andamento, o foco está nos assistidos do Plano CD que recebem pela modalidade Renda Financeira. A carteira terá política de investimentos específica, desenhada de acordo com as necessidades desse público, com maior peso para aplicações de menor risco e menor volatilidade de curto prazo.

A segregação busca proteger um grupo que, segundo a fundação, está naturalmente mais exposto às oscilações de mercado. Diferentemente dos participantes ainda em fase de acumulação, ou dos assistidos que recebem renda vitalícia, os aposentados da modalidade Renda Financeira podem ter o saldo e o valor do benefício afetados por variações negativas dos ativos financeiros.

Até o momento, os recursos desse grupo estão na mesma carteira dos participantes ativos. Com a segregação de massas, a fundação passará a adotar uma gestão mais customizada, separando os investimentos de acordo com o perfil e o momento de vida dos diferentes públicos atendidos.

Segundo a Real Grandeza, o processo de transição para uma nova carteira será gradual e planejado, pois envolve ajustes em rotinas e sistemas. A expectativa da equipe técnica é concluir a segregação até o fim de 2026.