Real Grandeza quer concluir segregação de massas até 2027

A área de investimentos da fundação Real Grandeza espera concluir a última etapa de segregação de massas de seu plano de Contribuição Variável (CV) entre o final do ano e o início de 2027, o que permitirá à política de investimentos do próximo ano adotar um tratamento diferenciado para a parcela de participantes assistidos que estão na categoria de Renda Financeira, segundo informa Patrícia Queiroz, diretora de Investimentos.

“O plano, que tem R$ 2,28 bilhões de patrimônio e mais de 60% de seus participantes nos grupo dos ativos, tem amadurecido e, embora os participantes ativos ainda sejam maioria, o número de assistidos aumenta gradualmente”, explica a diretora. Essa mudança de perfil exige a separação das massas para que as carteiras de investimentos tenham tratamentos apropriados.

Para esse público há hoje três opções possíveis: a escolha entre os modelos de benefício vitalício ou uma das duas alternativas de Renda Financeira: pelo percentual de saldo ou pelo prazo determinado.

“Sentimos que era preciso dar um tratamento específico para a parcela de Renda Financeira e separá-la das demais carteiras porque queremos reduzir a volatilidade dos investimentos para esse grupo”, diz. Esse processo começou a ser feito em 2025 pela segregação da parcela de benefício vitalício, concretizado entre o final de 2025 e o início de 2026. “Isso nos permitiu inclusive fazer a imunização total dessa carteira, concluída em março deste ano”, explica Queiroz.

No momento a equipe trabalha para segregar a massa de Renda Financeira, que tratará de maneira conjunta os participantes que optarem pelo percentual de saldo e pelo prazo determinado. “A intenção é principalmente reduzir a volatilidade que existe hoje no prazo determinado, sem comprometer as características previdenciárias de longo prazo”, diz Queiroz.

A terceira carteira, dos participantes ativos, manterá seu atual perfil, que hoje inclui uma fatia de 10% de alocação em bolsa. “Nesse grupo há uma dose um pouco maior de risco em relação às demais carteiras devido às características dos seus participantes, mais jovens e mais distantes da aposentadoria”, explica Felipe Cosi, gerente de investimentos.