Os favoritos do mercado responsável | BlackRock, BB DTVM e Bram...

Edição 248

 

Em razão da busca cada vez maior por produtos que agreguem rentabilidade a projetos de investimentos responsáveis, os gestores locais têm se esmerado em lançar produtos novos nesse segmento. Alguns desses produtos tem recebido grande aceitação por parte dos investidores. É o caso do ETF (Exchange Traded Funds) ECOO11, da BlackRock. Segundo o diretor de mercado de capitais e co-responsável pelo escritório no Brasil, Ricardo Cavalheiro, o ECOO11 é um dos produtos da casa com maior retorno direto às empresas. O índice foi desenvolvido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2012 e tem o objetivo de tangibilizar as ações de sustenbilidade das companhias. Os investidores institucionais locais representam 47,7% do fundo.

A estratégia do ECOO11 segue uma metodologia que combina o IBrX-50 aliado a um levantamento de quanto as corporações emitem em carbono, comparados a grupos do mesmo setor. O questionário que cruza estes dados é feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Hoje o produto é o 3º maior ETF brasileiro e o 2º maior administrado pela BlackRock no País, explica Cavalheiro.
A BB DTVM atua nesse segmento de produtos ecosociais através de seis produtos: o Referenciado Social 50, o Multimercado Global Acqua LP Private, o Ações Carbono Sustentabilidade com Opção de Venda e o Ações Carbono Sustentabilidade. Segundo o diretor presidente da asset, Carlos Takahashi, a demanda dos institucionais tem ocorrido por meio de mandatos específicos, ou seja, para fundos exclusivos. “Temos conseguido vencer algumas concorrências e, predominantemente, são mandatos derivados do ISE”, diz Takahashi.
Na Bradesco Asset Management (Bram), os produtos de apelo ecosocial ainda estão sendo discutidos. “Temos uma discussão interna sobre a criação de um produto que combine critérios de boa gestão corporativa e questões ambientais. Penso que a soma das duas partes seria ideal para os fundos de pensão e RPPS”, afirma o superintendente-executivo de renda variável da asset do Bradesco (Bram), Herculano Aníbal Alves. Ele reconhece que a gestora tardou em lançar produtos nesse segmento porque os grandes investidores ainda preferem companhias que garantam práticas de governança.