Ibovespa sobe 0,90% e dólar recua para R$ 5,17

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (19/8) em alta de 0,90%, aos 167.830,27 pontos, encerrando a maior sequência de quedas em três anos. O índice seguiu as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,18%, o S&P 500 avançou 0,22% e o Nasdaq ganhou 0,16%.

O movimento foi favorecido pelo anúncio de que o Tesouro dos Estados Unidos pretende pelo menos dobrar as recompras de títulos de longo prazo. A medida reduz a oferta desses papéis, tende a pressionar os juros para baixo e estimula a procura por ativos de maior risco, incluindo ações de mercados emergentes.

Apesar da recuperação, as incertezas geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã e as perspectivas para a política econômica brasileira após as eleições continuam influenciando o fluxo de capital global.

Entre as ações de maior peso, Petrobras ON subiu 1,28% e Petrobras PN avançou 1,20%, acompanhando o petróleo. Vale ganhou 0,81%. No setor financeiro, Banco do Brasil teve alta de 1,57% e Itaú avançou 0,47%, enquanto Bradesco caiu 0,62% e Santander recuou 1,88%.

O Ibovespa oscilou entre 166.334,73 e 170.340,60 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 27,4 bilhões.

Câmbio – No câmbio, o dólar caiu 0,86%, fechando o dia em R$ 5,17. A perspectiva de maior liquidez nos mercados internacionais favoreceu a procura por ativos de risco e colocou o real entre as moedas emergentes com melhor desempenho.

A ata da reunião de julho do Federal Reserve teve impacto limitado. O documento mostrou preocupação com a inflação e revelou que três dirigentes do órgão norte-americano votaram por uma alta dos juros, mas não indicou consenso para um aperto monetário imediato.

O DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas globais, recuava 0,87% no fim da tarde, aos 98,793 pontos. Apesar da queda desta sessão, o dólar acumula alta de 1,83% na semana e de 2,09% em agosto.