A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (Funpresp-Jud) iniciou processo de licitação e de credenciamento de novos administradores de fundos. Serão selecionados, por meio de licitação, quatro administradores para constituição de fundos exclusivos com foco principal em renda fixa, sendo que três deles terão a gestão terceirizada e um será gerido internamente. Já no processo de credenciamento, os administradores selecionados trabalharão com fundos abertos, podendo ser até nove fundos de renda variável, nove multimercados estruturados e 15 fundos de investimento no exterior.
De acordo com o diretor de investimentos da Funpresp-Jud, Ronnie Tavares, o objetivo desse processo de seleção é diversificar a quantidade de gestores com os quais a fundação atua no momento. Até então, apenas Caixa Econômica e Banco do Brasil podem fazer a administração dos fundos da entidade, sendo que nenhum dos fundos é exclusivo. “Até esse momento, não valeria a pena investir em fundos exclusivos por conta do tamanho do nosso patrimônio, pois o ideal é iniciar a aplicação nesses fundos com um volume a partir de R$ 40 milhões. Tivemos que esperar chegar em um volume de patrimônio ideal, que é o de R$ 200 milhões, para fazer esse processo, e alcançamos esse patrimônio em maio deste ano”, explica Tavares.
Fundos – Os fundos exclusivos a serem selecionados pela entidade serão na categoria multimercado, com foco principal no segmento de renda fixa, que deterá, no mínimo, 90% dos recursos, tendo ainda secundariamente renda variável com, no máximo, 10% dos recursos. Os administradores desses fundos devem ter, no máximo, 20% dos recursos e a estimativa da entidade é que sejam aplicados R$ 40 milhões em cada um.
Já os fundos abertos serão escolhidos dentro das categorias de renda variável, estruturado via multimercado e investimento no exterior. Cada um desses segmentos pode deter até 10% do patrimônio da fundação. “Para cada um desses segmentos, trabalharemos com três subgrupos, de acordo com a classificação da Anbima, sendo que os fundos no exterior poderão ser subdivididos em até cinco grupos”, explica Ronnie Tavares.
Cada um dos subgrupos terá estratégias diferentes, sendo que no grupo de renda variável, poderão ser selecionados fundos de ações dividendos; ações valor/crescimento; e ações indexados. Na categoria de fundos de investimento classificados como multimercado, os subgrupos são multimercado macro/balanceado; multimercado livre/dinâmico/trading; multimercado juros e moeda. E para os fundos de investimento no exterior, poderão ser selecionados ações BDR Nível 1; ações MSCI World; ações S&P 500; multimercado exterior; e renda fixa investimento no exterior.
Os investimentos serão alocados ao longo do tempo nessas subdivisões, conforme a fundação for ganhando mais musculatura e seu patrimônio tiver crescimento. “Essa regra pode durar até 5 anos”, explica Tavares, dizendo que a estimativa é que o patrimônio da entidade alcance o volume de R$ 1 bilhão em 2021, aumentando as possibilidades de diversificação dentro dessas categorias de fundos.