
O Comitê de Stop Loss da Funpresp-Jud, instância responsável por avaliar situações em que os indicadores de risco alcançam os limites previamente estabelecidos, reuniu-se em 28 de outubro para analisar a turbulência do mercado nos dias que sucederam o segundo turno das eleições e definir as medidas necessárias. No primeiro pregão após a eleição, o Ibovespa despencou 13,88% e continuou caindo nos dias seguintes.
A turbulência afetou diferentes investimentos da fundação, incluindo ações e títulos públicos, com reflexos nas carteiras da Funpresp-Jud. Segundo a entidade, as perdas observadas decorreram principalmente da desvalorização dos ativos, e não de uma mudança recente de estratégia ou de um aumento de risco promovido pela gestão. Apesar da queda, os perfis Horizonte 2040 e Horizonte 2050 mantinham, até 28 de outubro, rentabilidade acumulada no ano superior aos respectivos índices de referência.
Após a análise, o Comitê tomou a decisão de manter o direcionamento dos novos recursos das carteiras afetadas para aplicações de menor risco. A fundação já vinha, ao longo de 2026, destinando os novos aportes principalmente a investimentos conservadores vinculados ao CDI.
O Comitê também avaliou que a venda imediata dos ativos afetados não seria a alternativa mais adequada, pois poderia tornar definitivas as perdas observadas e impedir que as carteiras se beneficiassem de uma eventual recuperação dos preços.
Segundo a entidade, a decisão será reavaliada caso as condições de mercado ou os indicadores de risco se alterem. “Nosso compromisso é agir com critério, considerando os riscos, as necessidades de cada carteira e o horizonte de longo prazo dos investimentos previdenciários”, diz a Funpresp-Jud em nota.