Jo Townsend, CEO da Guardians of New Zealand Superannuation, entidade governamental que administra o fundo de pensão da Nova Zelândia, informou na última quarta-feira (16/9) que o fundo rendeu 14,2% no exercício fiscal encerrado em 30 de junho. Ela alertou, porém, para uma possível redução das taxas de retorno no próximo período, diante da perspectiva de queda do desempenho das ações norte-americanas.
“Os retornos das ações americanas nos últimos dois anos são quase o dobro dos retornos anualizados dos últimos 20 anos, então esperamos que haja alguma reversão à média em algum momento”, afirmou em comunicado divulgado com a atualização do desempenho.
A Guardians publica semestralmente dados sobre as posições acionárias do fundo. A atualização mais recente, referente à carteira no final de dezembro do ano passado, mostrou que sua carteira de ações norte-americanas somava US$ 18,2 bilhões para um patrimônio de cerca de US$ 54,4 bilhões. A maior posição da carteira era uma participação de US$ 1,72 bilhão na Nvidia, seguida pela Apple, Microsoft, Alphabet e Amazon, completando as cinco maiores posições em valor.
A rentabilidade do fundo no último exercício foi acima da sua média anualizada dos últimas duas décadas, que situa-se em 9,68%. No início deste ano, a Guardians já tinha reduzido sua expectativa de retorno anual de longo prazo de 7,8% para 7,2%. Segundo Townsend, a revisão refletiu a avaliação da gestora de que os retornos da carteira de ações provavelmente vão diminuir.