Evento de investimentos da Abrapp destaca pujança do sistema

JarbasDeBiagiAbrappO presidente da Abrapp, Jarbas Antonio de Biagi, fez nesta terça-feira (27/6) a abertura da 12ª edição do Seminário Gestão de Investimentos nas EFPC. “Temos que trabalhar na cultura previdenciária, no conhecimento e na rentabilização e transparência para que o participante acompanhe. Quanto melhor for o investimento e o retorno, melhor será o benefício, e na ponta teremos o reconhecimento e gratidão do participante e beneficiário”, disse Biagi.
Biagi destacou o montante de R$ 1,3 trilhão em recursos do sistema e os R$ 88 bilhões pagos em benefício. “A previdência privada precisa chegar em todas as pessoas, nosso modelo é previdência complementar para todos”, disse em seu discurso de abertura.
O evento teve palestras de especialistas em várias áreas de investimentos. Falando sobre fundos multimercados, o gestor de multimercado da XP Asset, Bruno Marques, avaliou que com a queda da inflação e a volta do crescimento econômico do País, a performance dos ativos de risco deve melhorar. “Acreditamos que todos os ativos reais são melhores em termos de alocação, por isso estamos comprando bolsa no Brasil”, destacou.
Na sequência, Alexandre Rodrigues da Rio Bravo Investimentos e Filipe Cerqueira Caldas da Carbyne Investimentos, falaram sobre investimentos imobiliários e investimentos alternativos, respectivamente. “Os fundos imobiliários são uma oportunidade de investimento que tem um retorno histórico acima de todas as classes de ativos e com uma volatilidade melhor”, disse Rodrigues. Já Caldas destacou que os deságios dos ativos alternativos estão altos, o que cria boas oportunidades para investidores.
O Painél sobre investimentos internacionais teve palestras de Andre Leite da TAG Investimentos, Guido Chagas do Santander Asset Management e Rafael Daher da DWS. Leite ponderou que “a inclusão de investimentos alternativos no portfólio melhora o perfil de risco e retorno dos investimentos, mas o processo de seleção é fundamental”. Já Chagas ponderou que o investidor brasileiro deve pensar “se faz mais sentido buscar ativos da Europa e Ásia em alguns casos, do que nos Estados Unidos. No Brasil temos poucas alternativas de ações de healthcare e tecnologia”. Daher frisou estratégias com correlação negativa com o MSCI World. “Observamos oportunidades em crédito high yield europeu e não podemos deixar de fora o ETF de empresas do setor de inteligência artificial”, finalizou.