
O Conselho Deliberativo da Elos, fundo de pensão dos funcionários da Eletrosul, deve analisar ainda neste mês de setembro o documento que define as condições de sua incorporação à nova entidade de previdência que está sendo criada pelo grupo Eletrobras. A nova entidade deve incorporar as cinco entidades patrocinadas pelo grupo, começando pela Elos que será seguida pela Eletros, Previnorte, Fachesf e Real Grandeza, nessa ordem.
Como a Elos será a primeira a ser incorporada, já solicitou à Previc que suspendesse, temporariamente, a análise do processo de migração voluntária dos participantes dos seus planos BD Eletrosul, BD CGTEE e CD Eletrosul para o plano Elosprev. A migração desses planos voltará a ser analisada pela Previc após a conclusão da sua incorporação pela nova entidade.
Com o objetivo de apresentar e esclarecer pontos do processo de incorporação das entidades atuais pela nova, a Eletrobras pediu à Elos que organizasse uma reunião entre seus executivos da área de previdência e representantes de sindicatos das subsidiárias da Eletrobras, da associação dos aposentados e pensionistas da Eletrosul e também membros da governança da própria Elos. A reunião aconteceu no último 3 de setembro.
Aline Braz e Rudolph Teixeira, que ocupam respectivamente os cargos de gerente executiva de previdência e gerente de previdência da Eletrobras, informaram aos presentes, entre outras coisas, que a nova entidade preservará todos os planos das atuais fundações, assim como as obrigações e direitos dos participantes.
A nova entidade nascerá com um patrimônio estimado em R$ 43,9 bilhões, ocupando o 5º lugar entre as maiores do País. Estima-se que consiga reduzir as taxas administrativas de uma média de 0,43%, atualmente, para cerca de 0,10% após a conclusão de todas as incorporações.
Também será criado o cargo de diretor de benefícios eleito e a implantação dos comitês de planos, com participação paritária dos participantes, assim como está prevista a paridade entre conselheiros eleitos e indicados nos conselhos deliberativo e fiscal.
Estão previstas também superintendências regionais, que funcionarão nas atuais sedes das fundações, com estrutura de atendimento e demais serviços de apoio, mantendo a proximidade física com os participantes ativos e assistidos.