Elos aposta em crédito privado para bater meta | Fundação prepara...

Jonas Soares Rolim, da Fundação ElosEdição 248

 

Após buscar um desempenho mais robusto com estratégias que garantiram bons resultados em 2012 por meio de realocações em small caps e fundos de valor na renda variável no início de 2013, a fundação responsável pela aposentadoria dos funcionários da Eletrosul Centrais Elétricas e da Tractebel Energia, a Elos está preparando um fundo de ativos de crédito privado para o segundo semestre. O novo fundo deve acumular recursos da ordem de pouco mais de R$ 100 milhões em papéis de dívida corporativa e está em fase final de seleção do gestor.

A escolha da asset que irá coordenar a carteira exclusiva conta com a consultoria da Risk Office e tem como objetivo mínimo cumprir a meta atuarial da entidade, definida atualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) + 5% ao ano. “Saímos de 80 nomes para três finalistas. O escolhido deve ser anunciado ainda em maio”, conta o analista de investimentos da casa, Jonas Soares Rolim. Ele detalha que as etapas seletivas das companhias foram compostas por estágios quantitativos e qualitativos. Foram considerados aspectos como o tamanho dos concorrentes, seus históricos de rentabilidade, taxas propostas, assim como a validade de seus planos de gestão.
Além de aumentar sua posição em modalidades antes pouco exploradas, tirando recursos que antes eram destinados à renda fixa tradicional, o executivo diz que para alinhar metas e resultados também serão maiores os ativos alocados em renda variável. “Tínhamos 12% e agora estamos próximos dos 15%”, afirma. Até dezembro, o analista projeta mais 6% em recursos para o segmento. O plano de benefício definido (BD) ainda deve aportar R$ 56,5 milhões e o de contribuição definida (CD) pelo menos R$ 37,7 milhões para ampliar a carteira de renda variável.
Sobre um olhar mais atento no segmento de investimentos estruturados, o administrador antecipa que ainda vê a área como oportunidade promissora no país, mas ainda analisa propostas de assets para uma decisão mais acertada e estratégica para a carteira. Neste compasso também estão as possíveis investidas em debêntures de infraestrutura. “Esse mercado [de ativos de dívidas] deslanchou, o que fez com que a taxa paga pelas companhias caísse, por conta do aumento do interesse dos investidores. Vamos checar se esse movimento ainda vale o risco, pois com certeza são papéis que irão valer menos do que no ano passado”, diz.
Exterior – A fundação também acompanha de perto, mas com olhos para o futuro, as alternativas no exterior. “Estamos aguardando que a Previc [Superintendência Nacional de Previdência Complementar] desenhe regras mais claras sobre o tema, o que temos é ainda muito ‘cru’”, defende. De acordo com Rolim, a ideia não é escolher qualquer produto disponível no mercado, aplicando os recursos “de qualquer maneira”, os planos de investimento estão sujeitos a opções realmente boas. “Caso não existam boas oportunidades, iremos retardar nossas ações.”
Há sete meses no fundo Elos, o analista que já passou pelo Itaú Unibanco e pela XP Investimentos é parte da equipe interna de quatro profissionais que gere três planos de aposentadoria e um patrimônio de R$ 2,38 bilhões. A fundação investe em produtos de gestores como HSBC, BNY Mellon, SulAmérica Investimentos, Fator, Vinci, BTG Pactual e Quest. No total, a entidade investe diretamente em 17 fundos.