Diretor eleito do Fundiágua diz não concordar com afastamento

O Conselho Deliberativo do Fundiágua divulgou nesta quinta-feira (20/8) comunicado confirmando o afastamento do diretor de Seguridade, Zezir Borges, do exercício de suas funções na entidade, conforme adiantado por Investidor Institucional na edição de ontem. O comunicado do colegiado afirma que o afastamento de Borges se deu por “comprovada conduta profissional incompatível com o exercício do cargo ou afronta ao Estatuto e/ou ao Código de Ética e Conduta da entidade”. Além disso, esclarece que a decisão pelo afastamento “teve como elemento principal o descumprimento reiterado de decisões do Conselho Deliberativo, não constituindo julgamento de infração ética autônoma nem se fundamentando em fraude, desonestidade, obtenção de vantagem pessoal ou dano patrimonial concreto”.

Borges, por sua vez, enviou um comunicado aos participantes e assistidos da fundação informando não concordar “com a decisão de destituição e com os fundamentos que lhe deram origem. Considero que o procedimento adotado, além de questionável quanto à forma e ao rito, apresenta aspectos subjetivos e inconsistentes, alguns deles incompatíveis com os fatos efetivamente ocorridos. Algumas das alegações apresentadas no processo foram, inclusive, afastadas pelo próprio Conselho Deliberativo quando da análise da defesa e das evidências por mim apresentadas”. Ele diz que não pretende “transformar este comunicado em espaço para antecipar toda a discussão ou para promover qualquer julgamento público”.

Embora sem esclarecer quais os fatos que deram origem à decisão do Conselho Deliberativo do Fundiágua, Borges afirma que está “comunicando os acontecimentos ao Sindicato dos Trabalhadores da Caesb (Sindiágua) e à Associação dos Aposentados e Pensionistas da Caesb (Asap), solicitando o acompanhamento institucional, isento e independente, dos desdobramentos dessa situação”.

Na sequência diz que o pedido de acompanhamento pelo Sindiágua e Asap “não significa solicitação de apoio incondicional ou de defesa de uma posição previamente estabelecida. O que considero legítimo e importante é que as entidades representativas dos participantes acompanhem os fatos e os avaliem de forma independente, isonômica e imparcial”.