Colômbia revoga limite de aplicações externas de fundos de pensão

O governo recém-empossado da Colômbia revogou um decreto assinado pelo ex-presidente Gustavo Petro que obrigaria os fundos de pensão do país, que mantêm cerca de 48% do patrimônio no exterior, a repatriar parte dos recursos no exterior. Editado no final do mandato de Petro, o decreto limitava a 30% a parcela dos investimentos que as entidades poderiam manter fora do país.

Com a revogação, as gestoras de fundos de pensão colombianos, entre as quais estão Porvenir, Proteccion, Colfondos e Old Mutual, poderão manter o atual nível de investimentos no exterior. Os fundos administram patrimônio de 579 trilhões de pesos, equivalentes a US$ 179 bilhões, e reúnem quase 20 milhões de participantes.

“Ao remover essa restrição, os fundos poderão diversificar melhor suas carteiras, acessar mais mercados e buscar retornos mais elevados”, afirmou nesta quarta-feira (7/10) o ministro da Fazenda, Miguel Gomez. “Estamos corrigindo essa política antes que ela entre em vigor e tenha qualquer impacto significativo.”

 

O novo governo avalia que o decreto anterior poderia provocar forte valorização do peso em relação ao dólar e elevar artificialmente os preços dos ativos domésticos.