CalPERS reforça colaboração entre dirigentes com avanço da TPA

A introdução da Abordagem de Portfólio Total (TPA, na sigla em inglês) na CalPERS está exigindo maior colaboração entre os dirigentes do fundo de pensão. Nesse modelo, a gestão deixa de olhar cada classe de ativo de forma isolada e passa a priorizar o resultado consolidado da carteira, o que obriga as lideranças a atuar de forma mais coordenada na definição de risco, alocação e desempenho.

Maior fundo de pensão dos Estados Unidos, com US$ 556 bilhões em ativos, a CalPERS foi a primeira entidade do país a adotar a TPA e estima que a mudança possa acrescentar de 50 a 60 pontos-base por ano ao retorno do portfólio. Para que essa lógica saia do papel, o fundo já discute mudanças na remuneração variável de executivos e profissionais de investimento, reforçando a colaboração como critério importante de avaliação.

Hoje, esse critério vale para o CIO, os vice-CIOs e os chefes de classe de ativos, com peso de 10% nas métricas de desempenho. A recomendação apresentada ao conselho é ampliar a exigência para os demais integrantes da equipe de investimentos a partir de 2026-27 e, potencialmente, também para o diretor executivo. A proposta inclui ainda incorporar os resultados totais do fundo às métricas de outros integrantes da diretoria, como os responsáveis pelas áreas jurídica, financeira e operacional.

A mudança é relevante porque a TPA pode exigir que determinadas áreas cedam parte dos recursos sob sua gestão a outras áreas em nome de uma relação mais eficiente entre risco e retorno para o fundo como um todo. Isso tende a alterar a cultura interna de gestão, embora o private equity ainda apareça como uma exceção parcial dentro da CalPERS, preservando alguma autonomia em relação ao novo modelo. As recomendações finais sobre remuneração devem ser concluídas em junho.