BBA Icatu no clube dos gestores da Sistel | Banco vai administrar...

Edição 117

O BBA Icatu passou a ser um dos oito principais gestores dos recursos da Sistel – Fundação Sistel de Seguridade Social, que controlam R$ 2,5 bilhões de um patrimônio líquido de R$ 9,5 bilhões. A licitação envolveu outros 14 concorrentes. Com a vitória, o banco passa a administrar recursos estimados em R$ 300 milhões. O antigo gestor era o Lloyds Asset Management (LAM), que foi adquirido pelo Itaú no final do ano passado.
Mas como o Itaú já gerencia investimentos da Sistel, foi feita a troca no comando para evitar a excessiva concentração de recursos nas mãos de um único player. Cada um deles gerencia cerca de R$ 300 milhões. Os recursos administrados pelo BBA Icatu serão alocados em dois fundos exclusivos. O primeiro será um fundo referenciado à Selic. Segundo o gerente de conta do BBA, Paulo Stockler, a outra aplicação será um fundo IGPM (ativo), que poderá privilegiar papéis com duration de quatro anos.
Agora, os administradores das aplicações do fundo de pensão devem passar por uma avaliação de performance num prazo de um ano, segundo o gestor de recursos da Sistel, Ivan Mendes. “A licitação anterior ocorreu em setembro do ano passado, mas o BBA não chegou a participar da disputa”, afirma.
Em junho, a Sistel deve realizar outro processo com gestores de fundos. “Serão criados fundos exclusivos de renda fixa com foco específico de gestão”, adianta Mendes. Esses recursos estão hoje em fundos abertos, mas a tendência é que sejam transferidos para aplicações fechadas. Isso vai facilitar o controle de risco e de estratégia, além de concentrar a custódia de recursos.
Atualmente, 65% dos recursos da Sistel estão investidos em renda fixa, 25% em renda variável e o restante em empréstimos e imóveis. Entre os maiores patrocinadores do fundo de pensão do setor de telefonia, Telefônica, Telemar e Brasil Telecom têm R$ 4 bilhões de patrimônio, que controlam diretamente ou por meio de terceirização, em 10, 8 e 5 fundos, respectivamente.

Previsc estréia em recebíveis do setor elétrico
A Previsc comprou um certificado de recebíveis mobiliários da Cia. Paulista de Força e Luz, no valor de R$ 5 milhões. O lastro é uma antecipação de receitas de energia da CPFL e tem um prazo de amortização de dez anos, com um ano de carência. Serão 108 prestações, com o início de pagamento em dezembro próximo. “Fixamos uma taxa de juros mais IGPM, que atende à nossa meta atuarial administrativa interna, de IGPDI mais 7%”, conta o diretor administrativo e financeiro, João Laércio de Amorim, lembrando que esta meta é superior à fixada pelo atuário, de IGPM mais 6%. A operação com esse papel, a primeira do fundo de pensão catarinense, foi intermediada pela Cibrasec – Companhia Brasileira de Securitização.