Edição 58
Fundação da Eletrobrás seleciona 50 instituições e dá início ao processo de
escolha de três gestores
A fundação Eletros, da Eletrobrás, abriu concorrência para escolher três
administradores de renda variável. Para a primeira etapa da concorrência,
iniciada em 21 de maio, foram selecionadas 50 instituições. O gerente de
risco da entidade, Jair Ribeiro, não quis adiantar de quanto será o volume
da carteira terceirizada. “Prefiro não falar em valores, por enquanto,
porque isso ainda não está definido”, afirmou ele.
O processo foi iniciado com o envio de questionários para todas as 50
instituições pré-selecionadas. As respostas serão recebidas até o dia 11
de junho e, em seguida, serão selecionadas 6 instituições para a etapa
final. “Nessa etapa, a apresentação será feita para a diretoria da
fundação, pessoalmente”, explica Ribeiro.
Até há pouco tempo, a Eletros tinha três carteiras administradas por três
diferentes gestores. Eram carteiras mistas, sem benchmark definido, com
gestores que ganhavam performance sobre o que excedesse o CDI.
Foram resgatadas, aproveitando os melhores momentos do mercado.
Agora, dentro do novo processo, os escolhidos terão que gerenciar fundos
exclusivos de renda variável e atingir pelo menos o IBX mais 2% ao ano
(ver matéria sobre fundos exclusivos na página 18). “As novas regras da
CVM para os fundos de ações têm uma preocupação grande com o
investidor, e dando ênfase na segurança”, acrescenta.
A seleção dos administradores vai se basear numa medida
chamada ‘tracking risk’, que é a comparação do risco do índice com o risco
do fundo. “Vamos analisar o desvio-padrão do risco do administrador em
relação ao IBX”, esclarece Ribeiro. Para os administradores que não
possuem fundos indexados ao índice, a fundação fará outras
comparações, que permitam avaliar a consistência do gestor em relação
aos riscos assumidos.
A adoção de um benchmark mais preciso também permitirá à Eletros
utilizar índices mais sofisticados para calcular a performance dos
administradores. De acordo com Ribeiro, a entidade passará a usar uma
medida chamada ‘information ratio’, que leva em consideração o
risco/retorno em relação ao benchmark. “Vamos avaliar os gestores
através do ‘information ratio’ e não do índice de sharpe. O ‘information
ratio’ é o quanto um gestor deu acima do benchmark dividido pelo risco
que está correndo em relação ao benchmark”, esclarece.
E-mail – Outra novidade do processo de seleção de administradores da
Eletros é que a primeira etapa da concorrência será toda feita via e-mail,
conta o gerente de risco. “Criamos um e-mail exclusivo para as
terceirizações, e pedimos que todos os contatos fossem feitos
exclusivamente por Internet, por que é mais ágil”, acrescenta. “Na
segunda etapa, as seis intituições selecionadas farão a apresentação ao
vivo para a diretoria da fundação”.
O questionário enviado para essas instituições pedem desde informações
gerais sobre as instituições, até as mais específicas, como política de
gestão, experiência dos gestores, entre outras. Também será levada em
consideração a proposta de cada uma delas de cobrança de taxa de
administração de um fundo exclusivo.
Segundo Ribeiro, a conclusão sai até meados de julho. “Estamos
trabalhando para fazer o mais rápido possível”, diz.