Fundo da BBM faz distribuição de dividendos

Edição 45

O Banco BBM está lançando um fundo de investimentos em ações
diferente, cuja rentabilidade será medida pelo pagamento de dividendos
aos investidores e não pela valorização das cotas

O Banco BBM está lançando um fundo de investimentos em ações
diferente, cuja rentabilidade será medida pelo pagamento de dividendos
aos investidores e não pela valorização das cotas. A idéia, segundo a
analista do banco, Elaine Restier, é distribuir trimestralmente os
dividendos dos papéis que compõe o fundo aos cotistas.
O fundo será composto com até 15 empresas, de setores diversificados,
com histórico de boa rentabilidade e de pagamento regular de dividendos.
A distribuição trimestral dos dividendos será automática, e o cliente que
quiser reinvestir os dividendos terá que preencher um formulário com uma
ordem expressa, nesse sentido. “Assim, fica claro que nosso objetivo é
ganhar com a distribuição de dividendos e não com a valorização dos
papéis”, explica Elaine.
Segundo ela, o fundo deve estar sempre 100% comprado, ou seja,
totalmente posicionado em ações. O cliente poderá movimentar as suas
cotas apenas uma vez ao mês, com os saques ocorrendo ao final do mês
subsequente ao pedido. Dessa forma, os gestores têm tempo para
liquidar as posições sem depreciar o valor das cotas, vendendo
preferencialmente os papéis que tiveram melhor valorização – mesmo no
caso daqueles que não têm muita liquidez.
O BBM já está apresentando o novo fundo, chamado de BBM Dividendos,
aos investidores institucionais, que devem ser os principais interessados
nele. Entre os papéis que compõem o fundo, inicialmente, estarão Cemig
e Coelba (setor elétrico); Bradesco (bancos); Telerj e Telebahia
(telecomunicações); Fosfértil (fertilizantes); Usiminas (siderúrgica); Souza
Cruz (cigarros); Elevadores Atlas (metalmecânica); e Pirelli (pneus). “São
ações de empresas com boas perspectivas de lucro”, diz Elaine.
Esses papéis serão revisados a cada trimestre, de acordo com o
desempenho das empresas ou fatores extraordinários. A avaliação das
empresas que compõem o fundo levará em conta vários aspectos, como o
seu histórico, sua administração e o setor a que pertence, de forma a
prever seus fluxos futuros de resultados.
Como a legislação não prevê a distribuição de dividendos por fundos de
investimento, a não ser no caso de resultados através de resgate
compulsório de cotas de fundos fechados, o imposto a ser cobrado será o
mesmo dos fundos de ações, de 10% sobre ganhos de capital.