Edição 41
A Fundação IBM está fazendo circular um questionário entre seus
participantes com o objetivo de esclarecer o perfil de risco de investimento
que mais se adequa a cada um
A Fundação IBM está fazendo circular um questionário entre seus
participantes com o objetivo de esclarecer o perfil de risco de investimento
que mais se adequa a cada um. As conclusões servirão para orientar o
participante na hora de escolher a composição da sua carteira individual,
entre as opções agressiva, moderada, conservadora e super conservadora.
Essas opções começarão a ser oferecidas a partir de meados de setembro
para os participantes do plano de contribuição definida (ler sobre outras
mudanças no fundo na edição anterior de n° 40).
Cada pergunta do questionário tem uma escala de pontos, que são
somados no final para mostrar qual a alternativa de investimento mais
adequada em cada caso. O sistema foi elaborado em conjunto pela
consultoria atuarial da Towers Perrin e o fundo de pensão, que se baseou
em modelos utilizados pela IBM de outros países.
A primeira pergunta diz respeito ao tempo que resta para a aposentadoria
do participante. Este item possui a pontuação mais alta do questionário,
podendo variar de zero a 20 pontos. Para um participante já aposentado,
a resposta não vale nenhum ponto e para aquele que está muito distante
de requerer o benefício, faltando mais de 25 anos, a pontuação atinge o
nível máximo. “Essa questão é chave porque quanto mais próximo da
aposentadoria estiver o participante, mais conveniente será que ele
escolha um perfil mais conservador para sua carteira”, explica Marcelo
Mancini, analista de investimentos da Fundação IBM.
Cinco opções – Com exceção dessa primeira questão, todas as outras
oferecem cinco opções de resposta: concordo totalmente, concordo,
neutro, discordo e discordo totalmente. Por exemplo, um dos testes
questiona se a pessoa aceita assumir altos riscos no curto prazo, tendo
em vista que o retorno a longo prazo pode ser maior. Se a resposta
indicar a concordância total, o participante recebe dez pontos e, ao
contrário, se discordar completamente, não acumula nenhuma pontuação.
Esse item “avalia diretamente a disposição do participante em ter os
recursos aplicados em fundos de renda variável”, explica Mancini. Outra
questão enfoca a preferência do participante por acompanhar os recursos
crescendo constantemente, sem altos e baixos, mesmo sabendo que a
longo prazo tenha retorno menor.
Outros itens de menor relevância avaliam se o participante possui
poupança fora do fundo de pensão, se sua situação financeira pode ser
considerada estável e se ele tem experiência de investimentos no
mercado financeiro. Ao final, os pontos de todas as questões são
somados e quanto maior o valor, a indicação estará mais próximo do
perfil agressivo e vice-versa. O participante não tem a obrigação de
escolher o perfil de acordo ao resultado do teste, podendo optar com
liberdade total mesmo após ter se aposentado. “O resultado do
questionário não tem o poder de direcionar o direito de escolha do perfil
pelo participante”, diz Mancini.