Edição 40
A Previ-GM, fundo de pensão da General Motors, está trocando um dos
seus três administradores
A Previ-GM, fundo de pensão da General Motors, está trocando um dos
seus três administradores. Sai o CCF e entra o Chase. O novo
administrador deve administrar uma carteira de cerca de R$ 125 milhões.
É a maior troca de carteira dos últimos tempos, com exceção do negócio
envolvendo o Opportunity e a Petros, no início de 97, quando o fundo de
pensão da Petrobrás terceirizou uma carteira de R$ 500 milhões ao
Opportunity.
Mas aquela não foi uma terceirização clássica, e sim uma gestão
compartilhada da carteira. Comenta-se que essa terceirização teria sido
encerrada no início deste ano, mas tanto o banco quanto a fundação
negam os boatos, garantindo que ela prossegue.
No caso da Previ-GM, a terceirização segue os padrões clássicos, com a
entrega total dos recursos à administração do Chase. Segundo
informações da Previ-GM, o rodízio de administradores é um fato normal
dentro da vida da fundação, ocorrendo a cada 2 anos. Com a saída do
CCF, ficam o Citibank, o Boston e o Chase na gestão dos recursos da
fundação.
A Previ-GM tem hoje cerca de R$ 350 milhões terceirizados, incluindo
recursos em renda fixa e variável, além de uma pequena parte em
imóveis. A carteira que correspondia ao CCF, e que agora passou para o
Chase, era a maior das três sob gestão externa.
No final do ano passado, eram R$ 322 milhões sob gestão externa, sendo
R$ 142 milhões sob administração do CCF, R$ 132 milhões do Citibank e
R$ 30 milhões do Boston, além de R$ 18 milhões aplicados em imóveis.
A fundação não quis se manifestar sobre a recente troca, informando
apenas que isso faz parte de um processo normal e que não houve
qualquer divergência com o CCF, banco que continua operando com a
General Motors nas áreas de tesouraria e comércio exterior. Tampouco o
Chase ou o CCF quiseram comentar o assunto, antes da Previ-GM falar.
A Previ-GM é a primeira fundação a adotar o conceito de quarteirização, ou
seja, além dos três gestores terceirizados ela conta com um quarto
administrador, o Unibanco Asset Management (UAM), que gerencia a
estratégia de investimentos dos três anteriores.
A UAM não administra recursos, mas apenas a estratégia dos gestores.