Edição 223
É provável que os fundos de pensão passem a contar com uma nova possibilidade de investimento no exterior. Isso porque a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) colocou em audiência pública minuta de instrução que altera a lista de investidores que podem adquirir BDRs Nível 1. O objetivo da minuta, cujo prazo para contribuição do mercado se encerra no dia 23 de fevereiro, é “propor a inclusão das entidades fechadas de previdência complementar e das pessoas físicas ou jurídicas com investimentos financeiros superiores a R$ 1 milhão entre os investidores autorizados a negociar BDR Nível 1”, segundo comunicado da autarquia.
Para François Racicot, líder da área de investimentos da Mercer, esse tipo de investimento é interessante para fundos de pensão, uma vez que permite que as entidades tenham uma exposição a renda variável global por meio de um instrumento local. “Neste momento, são poucos os fundos que têm investimentos fora do Brasil, pois a renda fixa no exterior não é atrativa para o investidor brasileiro neste momento. No entanto, acreditamos que investimento em ativos de renda variável de empresas estrangeiras deva aumentar, pois essa é uma boa forma de diversificação.
Para várias fundações de pequeno e médio porte, investimentos em BDRs podem ser o primeiro passo nesta direção, para diversificar o portfólio e assim, ingressar no segmento Investimentos no Exterior”, opina Racicot.