Edição 217
Petros e Funcef, dois dos três maiores fundos de pensão do Brasil, já definiram qual será sua participação no consórcio vencedor do leilão de concessão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). O Consórcio Norte Energia encaminhou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no último dia 14 de julho, os documentos requeridos para a habilitação dos integrantes da Sociedade de Propósito Específico (SPE) que será criada para receber a concessão para a implantação e exploração do empreendimento.
No quadro que mostra a composição dos acionistas da SPE e as respectivas participações no capital da sociedade a ser constituída, a Petros aparece com 10% e a Funcef, com 2,5%.
Em 21 de junho, a Petros informou que seu conselho deliberativo havia autorizado a participação da entidade na construção da usina. “A fundação está autorizada pelo conselho deliberativo a participar com cerca de R$ 650 milhões, ou seja, até 10% do valor não financiado. Este montante será aportado ao longo de sete anos, em parcelas semestrais. O Comitê de Investimentos da Petros recomendou a participação no empreendimento, com a posterior aprovação da diretoria executiva e do Conselho Deliberativo”, diz a nota, ao acrescentar que o valor do projeto está estimado em R$ 25 bilhões, dos quais R$ 18,5 bilhões seriam financiados.
A Funcef, além da participação direta de 2,5%, entra indiretamente no projeto por meio do fundo Cevix, que participará com 5%. Por ter 25% deste fundo, a entidade deterá indiretamente mais 1,25% do capital da SPE.
A Previ, por sua vez, não está investindo diretamente no projeto. Consta na lista de acionistas da SPE, no entanto, o nome da Bolzano Participações, formada pelo maior fundo de pensão do Brasil em parceria com o grupo espanhol Iberdrola. A Bolzano é uma controlada da Neoenergia.