Sistel quer atrair as privadas

Edição 2

A Sistel, fundo de pensão dos empregados do sistema Telebrás, mudou
seu estatuto e tornou-se uma fundação multipatrocinada

A Sistel, fundo de pensão dos empregados do sistema Telebrás, mudou
seu estatuto e tornou-se uma fundação multipatrocinada, disposta atrair
as outras empresas do setor, tanto as privadas existentes quanto as que
devem surgir na área de telefonia celular. A decisão da Sistel data de
julho passado.
Para isso, o fundo está sofrendo uma reestruturação, particularmente nas
áreas de cadastro, contabilidade, controles e nas suas macro-funções de
seguridade. “Estamos redesenhando a fundação, dentro de um novo
plano estratégico”, explicou o diretor da Sistel, Fernando Pimentel.
Antes da reforma a Sistel não podia abrigar outras empresas, além das 28
teles estaduais que hoje formam a fundação. Com a reforma, qualquer
empresa da área pode entrar, com condições diferenciadas das que vigem
hoje para as teles.
As 28 teles, por exemplo, pagam 1,8 para cada 1 pago pelo empregado,
e não podem alterar isso. “Mas as novas não terão essa obrigação”, disse
Pimentel.
A Sistel tem hoje um patrimônio de R$ 3,3 bilhões, com 75 mil
participantes ativos e 10 mil aposentados, dentro do sistema de benefício
definido.