Relações com Investidores em debate

Edição 195

O 20º Congresso APIMEC foi palco de fórum de discussão entre RI’s

O 20º Congresso APIMEC que teve como tema “Novas Fronteiras, Desafios
e Responsabilidades” foi palco de fórum de discussão entre RI’s,
analistas, companhias abertas, investidores, bancos de investimento,
profissionais da área de comunicação e jurídica, na plenária sob o
título “Painel Especial com Debates entre Profissionais de Investimentos,
Profissionais de RI e Investidores”.
Na ocasião, Geraldo Soares, presidente executivo do IBRI, moderou a
sessão que contou com renomados profissionais do mercado. “Ressalto
quatro desafios para o futuro das Relações com Investidores e do
mercado de capitais: os novos e diferentes investidores institucionais que
estão acessando o mercado; o fato de algumas companhias tratarem a
comunicação como commodity; a chegada de novos investidores pessoas
físicas e a crescente importância da sustentabilidade”, destacou Soares.
Um tipo de investidor que surge no mercado são os fundos soberanos –
cuja finalidade é aplicar recursos de governos. Esses fundos possuem
atualmente um patrimônio avaliado em US$ 2 trilhões e devem chegar à
marca de US$ 12 trilhões no ano de 2015. Já existem fundos soberanos
investindo em companhias brasileiras, o que traz mais liquidez para
empresas nacionais, fazendo com que o relacionamento com esse público
seja parte essencial das agendas dos RI’s.
A preocupação com a qualidade da informação se faz necessária. Ampliar
o escopo da informação para minimizar riscos, ou seja, utilizar um modelo
de divulgação estruturado em princípios equânimes para que possa atingir
todos “stakeholders” e dar a real dimensão da saúde financeira da
empresa.
Outros pontos que fizeram parte do debate foram a adequação do
mecanismo de bookbuilding, necessidade de ampliação do acesso à
informação por parte do investidor, maior representatividade do acionista
minoritário e as ferramentas de tecnologia de comunicação, como o
sistema “wire” que permite que os profissionais de RI divulguem suas
informações globalmente com muita segurança e rapidez.
Discutiu-se, também, o papel e os avanços da auto-regulação, a revisão
dos mecanismos de “poison pills”, situações de conflitos de interesses
como os empréstimos na pré-abertura de capital, a necessidade de
reforçar compliance no que tange à separação de funções de análise,
investment banking, comercial e tesouraria.