Edição 188
Plano desenvolvido pela Federação Nacional dos Jornalistas, que acertou
com a Petros parceria para a gestão dos recursos, entra em debate em 35
sindicatos estaduais
Agora é a vez da categoria dos jornalistas ter um plano de previdência
complementar fechada. A expectativa é que o Fenajprev, plano da
Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que será gerido pela Petros,
comece a ser comercializado até junho. O que falta para bater o martelo é
o resultado das assembléias dos 35 sindicatos estaduais, que ocorrerão
entre o final de janeiro e início de março, quando a categoria irá deliberar
sobre a adesão ao plano. “Após as assembléias teremos uma idéia clara
da quantidade de jornalistas dispostos a participar do Fenajprev”, avalia o
diretor da Fenaj, José Carlos Torves, que explica a execução do projeto
como bem encaminhada, com os termos do regulamento e financeiros já
definidos. Os sindicatos estaduais que compõem a Fenaj têm 60 mil
jornalistas associados, com média salarial de R$ 2 mil a R$ 3 mil,
dependendo do Estado.
Segundo Torves, alguns sindicatos já sinalizaram em assembléias
passadas que irão aderir ao plano, entre eles o do Rio de Janeiro, Minas
Gerais, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Maranhão, Rondônia e
Tocantins, que juntos apresentam um potencial de participantes de 15 mil
profissionais. É nesse número que o diretor administrativo da Petros,
Newton Carneiro, se baseia para compor uma perspectiva otimista de
formação de reservas. O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Estado
que congrega 33% dos jornalistas com carteira assinada no País, sem
contar os profissionais que atuam sem carteira e em cargos públicos,
porém, ainda não aprovou a proposta. A assembléia paulista ainda não
tem data marcada.
O projeto da Fenaj começou a ser desenvolvido em 2004, quando a
federação enviou ofício para bancos públicos e privados e para a Petros
solicitando a apresentação de proposta. “Os bancos privados informaram
que não dispunham do serviço para instituídos ou que não tinham
interesse no plano”, conta Nelson Sato, na época assessor técnico do
Sindicato de São Paulo e da Fenaj, que participou da pesquisa de
viabilidade de implementação do plano e levantamento dos possíveis
gestores.
Além da Petros, o Banco do Brasil também apresentou proposta, mas a
taxa de administração mais baixa determinou a escolha da Petros,
comenta Torves, diretor da Fenaj. A fundação cobra uma taxa de
administração de 6% sem qualquer outro encargo, contra uma taxa do
Banco do Brasil de 6% mais 1,5% sobre o rendimento anual. Outro ponto
que Torves destaca é o apoio logístico que a Petros disponibiliza na
comercialização do plano, o que diminui os custos para os participantes.
Segmento é estratégico para a Petros
A Petros, conhecida principalmente pela administração dos recursos dos
funcionários da Petrobras, também administra seis planos de 23
entidades instituidoras e está negociando com mais seis entidades. A
fundação começou a trilhar essa nova frente de crescimento em 2004,
logo após a aprovação da Resolução CGPC nº 03, que permitiu às
entidades fechadas de previdência complementar multipatrocinadas a
administração de planos instituídos. “Para a fundação é uma oportunidade
para otimizar as estruturas, reduzindo despesas administrativas e
maximizando os ganhos de escala”, explica o diretor administrativo da
Petros, Newton Carneiro.
“Com um patrimônio cada vez maior, é possível conseguir melhores
rentabilidades nas aplicações financeiras”, completa, informando que hoje
o patrimônio dos planos instituídos geridos pela fundação é de
aproximadamente R$ 4 milhões, arrecadados junto a um grupo de 1.220
participantes. Embora seja um montante pequeno em relação aos R$ 36
bilhões do patrimônio total gerido pela fundação, Carneiro destaca a
importância do segmento dos instituídos na estratégia da entidade. “A
visão de futuro da Petros é a de ser uma gestora de produtos de
seguridade e nosso Projeto do Instituidor assegura as chances de novas
frentes de crescimento, contando com um grande mercado potencial para
se juntar à sua atual carteira de clientes.”