Volatilidade dos IMAs ameaça cumprimento da meta no RPPS de Indai...

17-12-2014 – 16:32:24

 

 

Após os altos e baixos da família IMA durante as eleições, os títulos públicos voltaram a apresentar rentabilidade negativa em dezembro, colocando em risco a meta atuarial do ano. “O movimento de alta da taxa de juros se confirmou neste fim de ano e acabou levando o mercado para fundos DI, prejudicando a rentabilidade dos títulos públicos”, afirma Marcos Barce, diretor financeiro do instituto de previdência de Indaiatuba (Seprev).

Até o mês de novembro, o instituto estava batendo a meta atuarial – de IPCA mais 6% ao ano. Entretanto, ainda não é possível confirmar se a meta será cumprida este ano, visto o cenário mais desanimador para os títulos públicos e para a bolsa. “Se não conseguirmos atingir o objetivo, contudo, será por pouco. Nada comparado ao pesadelo de 2013, quando fechamos com rentabilidade negativa em 5,8%”, pondera. Nos onze meses do ano, o Seprev conseguiu rendimentos um pouco acima dos 11,4% previstos para o ano.

Segundo dados do Tesouro Nacional, todas NTNB-s de prazo mais longo, acima de dez anos, acumulam rentabilidade negativa nos últimos 30 dias, findos em 17 de dezembro. A maior queda ficou com a NTNB Principal 2035, que apresenta rendimento negativo em 1,6% no período.

Investimentos

Para o ano que vem, a estratégia de investimentos do Seprev é de aumentar exposição em fundos DI, hoje em 27% do patrimônio, para 30%, o limite permitido pela política de 2015. “A expectativa do mercado é que a Selic atinja até 12,5%, o que já nos garante a meta atuarial. No primeiro semestre, portanto, ampliaremos alocações em juros. Somente na segunda metade do ano, caso a inflação fique sob controle e os juros parem de subir, retomaremos apostas no IMA”, projeta Barce.

O restante dos novos recursos, provenientes das arrecadações mensais, serão destinados a fundos de curto prazo e menor volatilidade, como IRF-M 1. Ao todo, cerca de R$ 15 milhões poderão ser alocados em DI e R$ 25 milhões em fundos de curto prazo.

Estruturados ainda não fazem parte da estratégia de investimentos do instituto. Ao todo, o Seprev possui 1% do patrimônio alocado em fundos de participações (FIPs), 1,1% em imobiliários (FIIs) e 2% em um Fidc da Caixa. “Não pretendemos elevar investimentos em estruturados no ano que vem. Os institutos devem ficar só no arroz com feijão em 2015, pois ainda há muitas incertezas quanto ao cenário doméstico e internacional”, explica.

O Seprev acumula patrimônio de R$ 597 milhões. Cerca de metade da carteira, contudo, está alocada em fundos IMA. O percentual, contudo, já foi maior. Em janeiro, os títulos ocupavam 60% dos ativos do instituto.