Vinci Partners capta para fundo de infraestrutura de até US$ 700 ...

23-06-2016 – 15:57:27

 

A Vinci Partners está em processo de captação de um novo fundo que vai investir em ativos de infraestrutura, e que deve ter entre US$ 500 milhões e US$ 700 milhões. A gestora montou uma equipe dedicada para fazer a gestão do veículo com sete profissionais, que deve ser mantida após a captação do fundo. “Localmente os maiores investidores com interesse nesse tipo de ativo são as grandes fundações. Nesse momento, no entanto, boa parte delas está com a perspectiva para novos investimentos muito difícil. Por isso acreditamos que o fundo será mais adequado para as entidades de médio porte em termos locais”, afirma José Guilherme Souza, responsável pela área de infraestrutura da Vinci Partners. “Imaginamos que o fundo deve ter uma preponderância de institucionais estrangeiros. Talvez seja um dos investidores com mais disponibilidade de capital para investir”.

O momento é oportuno para o investimento privado em infraestrutura, avalia Souza, pelo ajuste fiscal que o país atravessa, que gera dificuldades nos principais agentes estatais que foram ativos no segmento nos últimos anos, como o BNDES, o FGTS e os próprios fundos de pensão. “Além disso, a Lava-Jato afetou bastante os grandes conglomerados de construção que foram os grandes investidores nos leilões de novas concessões do governo”. Esses players do mercado, prossegue o executivo, não apenas se veem agora obrigados a vender seus ativos, como também não devem participar das próximas disputas no setor. “Tendo em vista a necessidade enorme do país por infraestrutura, acreditamos que a oportunidade desse investimento para investidores se mostra bastante interessante”.

A ideia é que o fundo atue tanto na busca pelos ativos que estão à venda por outros participantes do mercado que estão em dificuldades, como também por meio da participação nas próximas concessões a serem realizadas pelo governo. “Vemos com muitos bons olhos as novas ações no governo na licitação das novas concessões, especificamente no caso dos aeroportos. Nos parece que vai haver uma competição mais racional pelos ativos, em um ambiente mais favorável ao investidor”.