Vale faz acordo para venda de participações na VLI

19-09-2013 – 12:48:02

 

A Vale está em negociações, em caráter de exclusividade, com consórcio liderado pela Brookfield Brasil Ltda., subsidiária da Brookfield Asset Management Inc., para a venda de aproximadamente 26% de sua participação no capital da VLI, empresa de logística integrada de carga geral controlada pela companhia, segundo comunicado divulgado na última quarta-feira (18).

Paralelamente, a Vale firmou acordos para transferência de participação de 20% do capital da VLI para Mitsui & Co. e de 15,9% para o FI-FGTS (Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), cujo patrimônio é administrado pela Caixa Econômica Federal.  

 

Negociação

Segundo a mineradora, os termos e condições de um potencial acordo de venda de participação para a Brookfield ainda estão sendo discutidos, não sendo possível garantir que o negócio será realizado ou quais serão seus termos e condições finais.

A Vale concordou em vender 20% do capital total da VLI para a Mitsui por R$ 1,509 bilhão e 15,9% do capital da VLI para o FI-FGTS por R$ 1,2 bilhão. Os valores finais dessas operações estão sujeitos a ajustes.

Do valor total das operações, uma fatia de R$ 2 bilhões será destinada ao aporte de capital na VLI, que emitirá novas ações que serão subscritas e integralizadas pela Mitsui e FI-FGTS. Os valores aportados na VLI serão utilizados para o financiamento de parte do seu plano de investimentos. O restante dos recursos envolvidos nas operações, no valor de R$ 709 milhões, será pago pela Mitsui para a Vale em troca de ações da VLI detidas pela Vale.

Após a conclusão das operações, a Vale manterá o controle acionário da VLI, com 64,1% de seu capital total. Vale, Mitsui e FI-FGTS firmarão acordo de acionistas regulando seus direitos e obrigações como acionistas da VLI. Caso a transação com a Brookfield seja concretizada, a participação da Vale na VLI poderá ser reduzida para menos de 40%.

A conclusão das negociações estará sujeita às aprovações de órgãos como o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e, no caso da Brookfield, também a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a Secretaria de Portos da Presidência da República.