01-08-2014 – 15:56:18
O fundo de pensão da Sabesp (Sabesprev) está postergando a implementação de mudanças das carteiras de investimentos para depois do período eleitoral. Uma das decisões adiadas é a abertura de uma nova carteira de investimentos no exterior, que deve ficar para 2015. Outra mudança estudada, mas que também deve ficar para depois das eleições, é a alteração dos benchmarks das carteiras de renda fixa.
“São dois cenários muito diferentes em caso de vitória da oposição ou da situação. E nesta eleição há uma chance maior de vitória da oposição em comparação com as eleições anteriores”, diz César Soares Barbosa, diretor de previdência e investimentos da Sabesprev. Para o gestor, em caso de reeleição da presidente Dilma Rousseff, ele acredita que a nova gestão não deve adotar medidas de mudanças estruturais na economia. “Se reeleita, a presidente Dilma não deve adotar medidas radicais, o que gera grande incerteza sobre a recuperação da economia”, diz Barbosa.
Em caso de vitória da oposição, o diretor da Sabesprev prevê um cenário mais otimista. “Se ganhar a oposição, deve ocorrer uma correção dos rumos da economia, com uma precificação positiva dos ativos. Deve haver uma correção dos preços administrados e uma redução das curvas longas dos juros”, prevê Barbosa.
De qualquer forma, o problema é que são dois cenários totalmente distintos, praticamente antagônicos. “Não conseguimos prever para onde vai a taxa de câmbio ou para onde vão as curvas de juros, por isso, não queremos começar a investir no exterior ou realizar mudanças bruscas em nossas carteiras”, diz o diretor da Sabesprev.
Na renda fixa, o fundo de pensão mantém seis gestores externos que são os seguintes: Sul América, Icatu Vanguarda, BTG Pactual, Advis, BRZ e Polo. Os dois últimos têm mandatos de carteiras de crédito privado. Os demais seguem índices da família IMA. “Estamos estudando a adoção de benchmarks mais flexíveis, de maneira a dar maior autonomia para a proteção das carteiras”, explica Barbosa.
Em todo caso, a decisão de mudança nos benchmarks também deve ficar para depois das eleições, até mesmo porque, o desempenho da carteira de renda fixa está em processo de recuperação em 2014. No primeiro semestre, a renda fixa da fundação registrou rentabilidade de 7,64%. A rentabilidade global também está melhor neste ano, com 5,83% de janeiro a junho. A rentabilidade global de todo o ano de 2013 foi de 5,27%.